Presidente do CFM questiona ‘timing’ do isolamento no País

Presidente do CFM questiona ‘timing’ do isolamento no País

Coluna do Estadão

12 de agosto de 2020 | 05h00

Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro Foto: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Com cinco meses de pandemia e mais de 100 mil mortos, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, afirmou à Coluna que o ‘timing’ do “fique em casa” pode ter sido ruim para o País. “Houve um isolamento geral, talvez num momento inadequado. Tem lugares que hoje deveriam estar fazendo isolamento, mas a situação econômica não aguenta mais.” Ribeiro rejeita rótulos. “Qualquer coisa que você fale de isolamento é tachada de negacionista, terraplanista, bolsonarista. Não tem a ver uma coisa com outra.”

Alinhados? Ribeiro defende a validade de seus questionamentos e argumenta que o debate não pode ser “reducionista”. O problema é que o presidente do CFM já demonstrou, em outros momentos, sinergia com as ideias de Jair Bolsonaro sobre a pandemia…

Ainda… O anúncio da Rússia de que regulamentou uma vacina contra o coronavírus foi visto com cautela por secretários estaduais da Saúde do Brasil.

…é cedo. A avaliação é de que não há informações suficientes sobre o desenvolvimento da vacina e sua real eficácia. Afora o Paraná, os demais Estados devem aguardar as pesquisas.

Calma. Segundo o presidente do Conselho Nacional dos Secretários da Saúde, Carlos Lula, nenhum outro Estado manifestou interesse pelo produto russo, por enquanto. “Todos com as barbas de molho.”

No escuro. Para Lula, há uma falta de transparência no desenvolvimento da vacina russa. “A gente tem que ter precaução para não incorrer no erro”, disse.

De olho. Entre os demais secretários, há quem veja na iniciativa do governo do Paraná certo oportunismo com a intenção de aparentar celeridade nas ações contra a doença.

CLICK. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, visitou a usina de Itaipu que, para ele, terá papel fundamental na retomada econômica após a pandemia.

Reprodução/Instagram

Não… Chegaram à mesa de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ofícios da oposição pedindo que a Casa convidasse governadores para conversar sobre os 100 mil mortos.

…é comigo. Em reunião de líderes, outras medidas foram discutidas, mas Maia não se entusiasmou. Preferiu decretar luto oficial e fugir da politização.

Demanda… O Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac), do BNDES, para pequenas e médias empresas, já liberou mais de R$ 7 bilhões dos R$ 20 bilhões disponíveis.

…reprimida. A proposta chegou ao Congresso no começo de junho, mas ganhou corpo quando até o PSOL votou a favor, em costura de Efraim Filho (DEM-PB). Deu segurança jurídica para os bancos aderirem.

Esclarecimento. A Câmara Brasil-Líbano diz que as provisões que acompanham a missão de Michel Temer ao Líbano provêm de campanha conjunta das entidades líbano-brasileiras, e não apenas de empresas da Fiesp, como disse a Coluna.

Vale vaga no STF. Ao fim e ao cabo, o juiz Marcelo Bretas, que até prendeu Temer, foi obrigado a aceitar a condição do ex-presidente de representante do Estado brasileiro, conforme pedido de Jair Bolsonaro.

Híbrido. Sobre o entendimento entre Temer e Bolsonaro, um simpatizante de ambos os enxerga como “complementares”. O atual presidente tem voto, o antecessor sabe governar.

SINAIS PARTICULARES.
Michel Temer e Jair Bolsonaro, ex-presidente da República e presidente da República, respectivamente

Ilustração: Kleber Sales

Prepara. O setor privado brasileiro sedia hoje o primeiro evento global organizado pelo B20, braço empresarial do G20, para discutir as prioridades que serão levadas aos chefes de Estado na reunião de cúpula que acontecerá em novembro, na Arábia Saudita.

Agenda. Dentre os temas que serão discutidos estão comércio e investimento, trabalho e emprego, educação e meio ambiente. Neste último tema, os empresários devem tratar do acesso à água potável, neutralidade do carbono e economia circular. O presidente da CNI, Robson Braga, participará do encontro, que será virtual.

BOMBOU NAS REDES!

Alessandro Molon. FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Alessandro Molon, deputado federal (PSB-RJ): “A existência de dossiês sobre opositores já é um escândalo. Não satisfeitos, os Bolsonaro acrescentam um novo item à sua lista de absurdos: enviar informações sobre brasileiros aos EUA é um ato de subserviência repugnante. Uma traição ao povo brasileiro.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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