CFM determina análise de aplicativo da Saúde que recomenda ‘tratamento precoce’

Marianna Holanda

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Foto: LQFEx/Ministério da Defesa

Diante da enorme repercussão em torno do aplicativo de Eduardo Pazuello, que indica cloroquina até para bebês, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que fará uma análise clínica, jurídica e ética da plataforma.

O aplicativo TrateCOV, lançado pelo Ministério da Saúde para orientar o enfrentamento da covid-19, recomenda o uso de antibióticos e cloroquina, ivermectina e outros fármacos para náusea e diarreia ou para sintomas de uma ressaca, como fadiga e dor de cabeça – todos medicamentos sem eficácia comprovada.

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“O Conselho Federal de Medicina  (CFM) já determinou uma análise do referido aplicativo. O trabalho será conduzido por conselheiros e assessores técnicos e jurídicos que avaliarão aspectos clínicos, jurídicos e éticos relacionados à ferramenta”, disse em nota enviada à Coluna, nesta quarta-feira, 20.

Questionado sobre a eficácia do tratamento precoce e se pretende aplicar alguma punição a médicos que estão receitando-no, o CFM se limitou a dizer que reitera entendimento do parecer de 2020, quando disse não haver, até o momento, “evidências robustas de alta qualidade que possibilitem a indicação de uma terapia  farmacológica específica para a covid-19”.

 

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