Centro político adota cautela no Fla-Flu do ‘caso hackers’

Centro político adota cautela no Fla-Flu do ‘caso hackers’

Coluna do Estadão

28 de julho de 2019 | 05h00

Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, chega para prestar depoimento na Superintendência da PF em Brasília. FOTO: DANIEL MARENCO/AG. O GLOBO

A prisão dos hackers fez o centro político entrar em alerta. Enquanto a polarização “bolsonaristas versus defensores de Lula” ganhou força e atingiu níveis de decibéis típicos de períodos eleitorais, em privado, líderes que buscam escapar do Fla-Flu relataram à Coluna a intenção de aguardar o avanço das investigações da Polícia Federal para tomar uma posição mais contundente. Em resumo, acham que até agora não dá para bancar o “ativismo político” do hacker conhecido como Vermelho nem tratar Sérgio Moro apenas como vítima de um crime.

Meio cheio… Para os mais otimistas do centro, o episódio dos hackers (incluindo as mensagens de Moro), deixa claro haver uma avenida aberta para quem busca posições livres de dogmas ideológicos.

… meio vazio. Já os pessimistas acham que o episódio mostra que os brasileiros ainda continuarão enredados por ao menos mais um ciclo eleitoral na luta entre esquerda e direita.

Conta outra. Ao confirmar ter intermediado o contato do hacker com o site The Intercept, Manuela D’Ávila pôs fim a mais um dos contos da carochinha que circulavam na internet: a de que os presos eram “laranjas”, vítimas de uma armação liderada por Moro.

Livre arbítrio. Um observador lembra que Manuela tinha três opções quando foi procurada pelo hacker: atender ao pedido dele, desligar o telefone e esquecer o caso ou denunciá-lo à PF.

CLICK. O Movimento Livres faz evento na terça-feira para marcar o aniversário de 25 anos da Medida Provisória do Real como a moeda oficial dos brasileiros e o fim do ciclo de hiperinflação.

DIVULGAÇÃO LIVRES

Em… A prestação de contas dos partidos está atrasada em quase um mês. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia afirmado que os balanços estariam disponíveis em formato aberto no inicio de julho.

… atraso. Marcelo Issa, diretor-executivo do Transparência Partidária, defende que o acesso aos dados é fundamental para o controle social dos partidos. “Dessa forma fica difícil saber no que e como foram gastas as verbas das legendas”.

Sinal. O Fundo Partidário representa cerca de 80% da receita dos partidos. “No ano passado, ele foi utilizado nas campanhas, o que torna esses balanços ainda mais importantes”, diz Issa.

Déjà… A MP do FGTS, enviada pelo governo ao Congresso para liberar recursos do fundo e aquecer a economia, será a 12.ª tramitando no Parlamento. Delas, cinco caducam já em agosto na volta do recesso.

… vu. Não é uma tarefa impossível votá-las em quatro semanas (a maioria está com relator). É preciso, contudo, fazer acordos.

Para lembrar. Em maio, foi via MPs que o Congresso deu sua primeira resposta de insatisfação ao governo e quase derrubou a que redesenhava a Esplanada.

PRONTO, FALEI!

Divulgação PT

Chico D’Angelo, deputado federal (PDT-RJ): “Esse debate tem q ser feito à luz das experiências internacionais e sob o ponto de vista da saúde pública. Não a visão atrasada, preconceituosa e muito estranha do ministro Osmar Terra, médico como eu”, sobre o debate do uso medicinal da cannabis.

 

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MARIANNA HOLANDA

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