Centro cogitou militar e evangélico para ser vice de Alckmin

Centro cogitou militar e evangélico para ser vice de Alckmin

Naira Trindade

26 Julho 2018 | 00h20

 

Atualizada às 0h55.

Após a recusa do empresário Josué Gomes (PR), filho de José Alencar, para ser vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), o Centro cogitou o nome de um militar para compor a chapa tucana.

A ideia seria encontrar um militar que também tivesse relações com a igreja evangélica e filiá-lo a um partido do Centro. Os militares seguem prazos diferentes dos civis. Somente a partir da escolha na convenção é que militares são considerados filiados.

A composição militar-evangélico seria considerada estratégica para enfrentar o pré-candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro. Não seria descartado sequer encontrar uma mulher-militar-evangélica. A ideia, porém, encontrou resistência entre alguns integrantes do Centro, que insistiram em indicar os já cotados, como o empresário Benjamin Steinbruch, filiado ao PP, e amigo pessoal do adversário Ciro Gomes (PDT).

Alguns nomes também foram ventilados na reunião com líderes do Centro, na noite desta quarta-feira, na casa do senador Ciro Nogueira (PP). Presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, sugeriu o ex-ministro Aldo Rebelo.

Líderes do PP mencionaram os deputados federais Cláudio Cajado, Cacá Leão, a senadora Ana Amélia, mas se empolgaram mais com a vice-governadora do Piauí, Margarete de Castro Coelho, e com a mulher do ministro de Cidades, Luana Baldy.

Margarete tem como requisito ser do Nordeste, o que, na avaliação deles, daria peso à campanha de Alckmin. Já Luana é vista como outsider, empresária bem-sucedida e com recursos para se autofinanciar.

O Centro lança às 10h, desta quinta-feira, o apoio ao pré-candidato tucano. A ideia seria encontrar o vice até o horário do lançamento para não chegar ao casamento sem a noiva. Porém, avaliam que não haja mais tempo hábil e o anúncio do apoio deva mesmo ocorrer com a chapa incompleta. (Naira Trindade)