Centrão pode rifar acordo para recondução de Maia

Centrão pode rifar acordo para recondução de Maia

Coluna do Estadão

27 de julho de 2018 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

A reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara começa a ser ameaçada pela indefinição do Centrão em encontrar um vice para compor a chapa do pré-candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin. Líderes do PP, DEM, PR, SD e PRB admitem, em conversas reservadas, que a prioridade agora é eleger o tucano, e não garantir a vaga a Maia. Para isso, aceitam até rifar o acordo de reconduzir o demista ao cargo, caso o vice tenha que vir do DEM. A possibilidade de o partido ocupar a Câmara e a vice é considerada inaceitável pelo blocão.

Blocão. O Centrão projeta eleger 230 deputados federais na próxima legislatura. O que garantirá ao grupo chances reais de fazer o próximo presidente Casa – são necessários 257 votos.

Mais um. O presidenciável Jair Bolsonaro já trabalha com um plano C caso a advogada Janaina Paschoal e o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança não aceitem o convite de vice na chapa. Ele conversa com um militar da ativa, cujo nome mantém em sigilo.

Eu fico. A campanha do presidenciável Ciro Gomes (PDT) nega que ele tenha ameaçado abandonar a disputa pelo Planalto por causa da repercussão negativa da entrevista em que sugere pôr a Justiça na ‘caixinha’ e tirar Lula da prisão.

Fez milagre. O deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que assinou contrato de compra e venda da TV Difusora, retransmissora do SBT no Maranhão, declarou patrimônio de R$ 325 mil na eleição de 2014. Oficialmente, a TV pertence ao ex-senador Lobão Filho.

Com a palavra. Procurada, a assessoria do deputado diz que cláusula de confidencialidade o impede de dizer de onde virão os recursos para a aquisição.

Troca rápida. Com a prisão de André Puccinelli (MDB) pela Operação Lama Asfáltica, a eleição no MS está indefinida. O deputado Mandetta (DEM) pode ser o candidato do grupo no lugar do emedebista.

Plano B. Outra saída do DEM é apoiar a reeleição do tucano Reinaldo Azambuja. Cotada para vice de Alckmin, Tereza Cristina (DEM) se reuniu com Mandetta ontem para discutir alternativas.

SINAIS PARTICULARES: Tereza Cristina, deputada federal pelo DEM-MS; por Kleber Sales

Dados… Dos 3.061 atestados apresentados por funcionários da EBC, neste ano, 6%, ou seja, 171, são relacionados a problemas psicológicos. Atestados de acompanhamento representam 17%. A maioria, 78%, são referentes a doenças, acidentes ou consultas.

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…abertos. A direção da EBC, empresa que controla as mídias do governo federal, decidiu divulgar os dados em comunicado interno depois que a Coluna revelou que o número de atestados foi maior do que o de funcionários no primeiro semestre do ano: 2.037.

Pente fino. No comunicado, a direção da EBC diz que “preocupada com o elevado número de atestados e pedidos de afastamento de empregados por motivo de saúde, iniciou a contratação de serviços de perícia médica”.

Lupa. A contratação da perícia, diz a EBC, “visa a coibir eventuais irregularidades” e identificar áreas que “eventualmente demandem melhorias”.

CLICK. Enquanto seu nome era ventilado para vice na chapa de Alckmin, ontem, a vice-governadora do Piauí e católica fervorosa, Margarete Coelho (PP), acompanhava a romaria de Santa Ana.

FOTO: FACEBOOK MARGARETE COELHO

Nem desfaz a mala. Michel Temer decidiu ir à posse do presidente eleito da Colômbia, Iván Márquez, dia 7 de agosto. O que significa dizer que Rodrigo Maia e Eunício Oliveira vão ter que viajar novamente, mas agora às vésperas do início da campanha eleitoral, para não ficarem inelegíveis.

Ideia fixa. Em pesquisa registrada no TSE, a CUT quis saber se “foi certo ou errado o desembargador Rogério Favreto mandar soltar Lula”, se “o juiz Sérgio Moro agiu certo ou errado ao manter Lula preso” e se “Lula é tratado por Moro e outros juízes de maneira mais dura ou com mesmo rigor que outros políticos como Temer e Aécio Neves”.

PRONTO, FALEI! 

Heráclito Fortes. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Está todo mundo em um clube de falsa felicidade”, DO DEPUTADO HERÁCLITO FORTES (DEM-PI), sobre as campanhas presidenciais ainda não terem começado para valer.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU TÂNIA MONTEIRO 

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