Centrão avalia mudar nome para evitar pecha de fisiológico

Centrão avalia mudar nome para evitar pecha de fisiológico

Coluna do Estadão

15 Outubro 2018 | 05h30

O encolhimento do Centrão (PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade), que perdeu 22 deputados federais na eleição, tem forçado caciques do grupo a repensarem a formação do bloco que apoiou Geraldo Alckmin no 1.º turno. A avaliação é de que o eleitorado encarou a aliança como um agrupamento de tudo o que há de pior na política. Apesar disso, não vai se separar. A nova estratégia será descartar o nome “Centrão” e agir nos bastidores para tentar reconduzir Rodrigo Maia à presidência da Câmara, mantendo força política no Parlamento.

Cara nova. Em reunião com Rodrigo Maia e o presidente do DEM, ACM Neto, na última terça, o secretário-geral do PSDB, Marcus Pestana, propôs criar um bloco com esses partidos, incluindo o MDB, o PSDB e o PSD, chamado de “responsabilidade e sensatez”.

Na pauta. A agenda do grupo vai além de reeleger Maia para o comando da Câmara. Querem iniciar um processo de fusões partidárias, como “antídoto à excessiva pulverização do quadro político”.

Luz, câmera… O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) volta a mirar o governo do PT em seu programa de rádio e TV que vai ao ar hoje. Desta vez, uma mulher vai narrar os ataques. A apresentadora chama a atenção para a qualidade dos vídeos e diz que o PT usa dinheiro do fundo público.

…ação. A peça mostra gravações enviadas por apoiadores de diferentes lugares do Brasil.

De voltas às bases. Fernando Haddad (PT) vai dedicar os próximos dias a pulverizar a campanha de rua pelos municípios. Foram definidas lideranças em todos os Estados, que já reuniram as militâncias para organizar os atos.

Jogando em casa. O PT também quer intensificar eventos em universidades federais. Coordenadores da campanha avaliam que os episódios de violência contra eleitores ajudam a mobilizar estudantes.

Quase lá. Marina Silva (Rede) já conversou com Roberto Freire (PPS) sobre a possibilidade de fusão entre as duas siglas. A Rede não receberá fundo partidário a partir do ano que vem.

SINAIS PARTICULARES. Marina Silva, candidata à Presidência derrotada (Rede); por Kleber Sales.

A vingança. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que não foi reeleito, é quem vai definir os gabinetes dos novos senadores. Cid Gomes (PDT-CE), quem Eunício acusa de tê-lo abandonado no final da eleição, já tem lugar garantido: atrás da Biblioteca, ala ocupada pelo baixo clero.

Já tem dono. Quando pensava que seria eleita, Dilma Rousseff chegou a manifestar interesse em ocupar o gabinete usado pelo senador Zezé Perrella (MDB-MG). O espaço está reservado para a recém-eleita Mara Gabrilli (PSDB-SP).

CLICK. O MPF alertou nas redes ser proibido usar robôs para incluir pessoas de forma compulsória e involuntária em grupos de WhatsApp para fazer campanha.

Reprodução Twitter do Ministério Público Federal

Agora vai. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai apresentar recurso para extraditar do Uruguai os irmãos Raul e Jorge Davies, investigados por corrupção na Operação Câmbio, Desligo. Depois de ter o pedido negado pela primeira vez, o governo brasileiro decidiu contratar escritório de advocacia no país vizinho.

Diga-me como. Michel Temer e Moreira Franco conversaram na semana passada sobre medidas para baratear a conta de luz. Uma das alternativas seria cortar subsídios incluídos no preço final da tarifa.

PRONTO, FALEI!

Ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Combater fraudes no Bolsa Família significa boa governança. É isso que o MDS tem feito com o cruzamento mensal de dados”,  DO MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL, ALBERTO BELTRAME, sobre críticas de Bolsonaro ao programa.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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