Centrais devem mirar FGTS de aposentados

Centrais devem mirar FGTS de aposentados

Coluna do Estadão

23 de fevereiro de 2019 | 05h00

Foto: Felipe Rau/Estadão

Paulo Pereira (SD-SP) deu mostras de qual será um dos pontos da reforma da Previdência a sofrer forte oposição das centrais sindicais: as mudanças no FGTS de aposentados. Segundo ele, tira um direito na hora em que o cidadão mais precisa e desabastece o fundo. “Parece que o Paulo Guedes não leu, está abrindo mão de recurso.” O secretário de Previdência, Rogério Marinho, admite que a inclusão foi sugestão da equipe, mas diz que o ministro não só leu o texto, como o avalizou. “Ele facilita a reinserção no mercado de quem mais precisa.”

Os números. Rogério Marinho afirma que, de acordo com dados do Caged, o contingente de aposentados trabalhando é de 1,2 milhão. Paulinho da Força projeta 8 milhões.

Soma zero. O secretário defende ainda que não há impacto no fundo usado para financiar empréstimos imobiliários, como argumenta Paulinho da Força, já que o aposentado pode sacar o dinheiro assim que for depositado.

Conselheiro. Davi Alcolumbre tem conversado com frequência com Jaques Wagner (PT). Segundo conta, o senador enfrentou a orientação do líder Humberto Costa para aceitar a 3.ª suplência na Mesa, mesmo o PT tendo bancada maior que outros partidos.

Parceiros. O primeiro encontro após a eleição para presidência do Senado entre Davi Alcolumbre e Renan Calheiros aconteceu por acaso. Alcolumbre foi atrás de Wagner e acabou dando de cara com o alagoano. “Precisarei do senhor para ajudar o Brasil”, disse.

A propósito. Alcolumbre avisa: “Não sou o articulador político do governo. Nem o Rodrigo Maia o é. O que nós temos é o sentimento do Parlamento”.

REUTERS/ Ueslei Marcelino

CLICK. O presidente Jair Bolsonaro (com a camisa da seleção) se reuniu ontem com ministros, diplomatas e militares no Planalto para tratar de Venezuela.

Força da base. Militares de alta patente das Forças Armadas do Brasil têm o mesmo diagnóstico sobre o possível desfecho da crise na Venezuela: Maduro cairá quando perder o controle sobre os capitães e cabos.

Tamo junto. O Foro de São Paulo saiu em defesa de Maduro e soltou nota um dia antes do fechamento da fronteira. Quem assina é a secretária executiva Monica Valente, do PT.

Sem trégua. Continua grande nos bastidores da política paulista a animosidade entre os grupos de João Doria (PSDB) e o de seu antecessor no Palácio dos Bandeirantes, Márcio França (PSB). O novo round envolve o Sebrae-SP.

Golpe. Os tucanos atuam para retomar o órgão, que fechou 2018 com R$ 1 bi em caixa, resultado de oito anos de gestão do PSDB. Mas a dobradinha França-Paulo Skaf (MDB), com a ajuda do diretor Ivan Husni, indicou a nova direção do Sebrae-SP quando João Doria já estava eleito.

SINAIS PARTICULARES

NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO

André Figueiredo, líder do PDT na Câmara (CE)

CRÉDITO: KLEBER SALES

Tem que ver isso aí. Ex-presidente da CPI das Milícias na Alerj, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) montou uma equipe técnica para escrutinar o pacote anticrime do ministro Moro. Segundo ele, o projeto aborda milícia em apenas um ponto – e, diz, de forma equivocada.

Na ativa. O Paraná vai colocar policiais militares aposentados para trabalhar em pontos vulneráveis na rede pública de ensino. Cerca de 100 deles estão sendo recrutados pela gestão Ratinho Júnior (PSB) para o projeto Escola Segura.

PRONTO, FALEI!

AMANDA PEROBELLI / ESTADAO

Benedito Mariano, ouvidor das polícias de São Paulo: “Vejo com muita reserva a ampliação da legítima defesa, sobretudo porque a violência policial letal é muito alta nos Estados”, sobre pacote anticrime de Moro.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA A MARIANNA HOLANDA

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