Caso “Geddelgate” segue mesmo roteiro investigado na Operação Porto Seguro

Andreza Matais e Naira Trindade

25 de novembro de 2016 | 08h00

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Investigadores da Polícia Federal que acompanham o depoimento do ex-ministro Marcelo Calero dizem que as denúncias feitas por ele têm verossimilhança com as investigadas pela Operação Porto Seguro, que atingiu a cúpula da Advocacia Geral da União (AGU) no governo Lula.

Em novembro de 2012, a PF desarticulou uma organização criminosa infiltrada na máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados. Em depoimento à PF, Calero disse que foi pressionado pelo presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) para alterar decisão do Iphan que impediu a construção de um prédio onde Geddel comprou um imóvel.

À época, a investigação mirou José Weber Holanda, braço direito do então advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. No escândalo atual, Temer, Padilha e Geddel teriam pressionado o ministro a obrigar o Iphan a enviar o caso para a AGU.

Na Porto Seguro, o Ministério Público Federal denunciou 24 pessoas por participação no esquema, incluindo a ex-chefe de gabinete da Presidência da República Rosemary Noronha, amiga íntima do ex-presidente Lula. O grupo teria corrompido agentes públicos para obter uma autorização para construir um porto privado na Ilha de Bagres, em Santos, de interesse do ex-senador.

 

 

 

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