Casa Civil e GSI tratam de substituição de diretor da PF

Luiza Pollo

23 de junho de 2017 | 05h30

Foto: Palácio do Planalto

 

Recém-nomeado ministro da Justiça, Torquato Jardim não dará a palavra final sobre o nome do novo diretor-geral da PF, caso o governo ponha em prática seu plano para substituir Leandro Daiello. As discussões estão sendo tocadas de forma sigilosa pelos ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, e da Casa Civil, Eliseu Padilha. Como a PF é subordinada à Justiça, Torquato ficará apenas com o ônus de promover a delicada mudança. Investigadores apontam a troca como tentativa de interferir na Lava Jato.

Na última quarta, Torquato abandonou uma entrevista à Rádio Gaúcha ao ser questionado se teria assumido o ministério para barrar a Lava Jato. “É uma teoria esquizofrênica”, disse, antes de se levantar. O site O Antagonista já havia informado que Etchegoyen tem atuado para trocar Daiello.

Após a divulgação da nota, a assessoria do ministro Padilha divulgou o informe abaixo. A Coluna mantém as informações publicadas.

Nota de Esclarecimento

Sobre nota publicada nesta sexta-feira (23) no jornal O Estado de S.Paulo, Coluna do Estadão, página A4, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, esclarece que:

É absolutamente improcedente qualquer afirmação de que o ministro-chefe da Casa Civil tenha participado de discussões para a substituição do diretor-geral da Polícia Federal.

Tal tema é de competência e iniciativa do eminente ministro da Justiça, Torquato Jardim, e só a este cabem tais discussões se e quando as julgar oportunas.
Assessoria de Comunicação Social
Casa Civil da Presidência da República