Cármen Lúcia não deve acumular a presidência da República com a do Supremo

Cármen Lúcia não deve acumular a presidência da República com a do Supremo

Juliana Braga

09 Julho 2018 | 14h56

Presidente do Supremo, Cármen Lúcia. Foto: André Dusek/Estadão

 

A ministra Cármen Lúcia ainda não decidiu, mas interlocutores afirmam ser improvável ela acumular a Presidência da República com a do Supremo Tribunal Federal.

O presidente Michel Temer tem três viagens internacionais previstas no mês de julho: para Cabo Verde (17 e 18), México (23 e 24) e África do Sul (25 a 27). Como a legislação eleitoral proíbe os presidentes da Câmara ou do Senado disputarem cargos no legislativo caso assumam a cadeira, sobrará para Cármen Lúcia, a terceira na linha sucessória.

De acordo com pessoas próximas, Cármen Lúcia não é obrigada a abrir mão da presidência do Supremo, e há precedentes nesse sentido.

Se a ministra optar por acumular o comando do Supremo com o da República, frustrará a estratégia de petistas que contavam com isso para, no plantão do ministro Dias Toffoli, apresentar uma reclamação para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Toffoli foi advogado do PT e assumiu a AGU durante o mandato do petista.

Ontem, desembargadores do TRF-4 e o juiz Sérgio Moro protagonizaram uma batalha de decisões judiciais a respeito da soltura de Lula. O desembargador Rogério Favreto determinou que o ex-presidente fosse solto, mas foi desautorizado pelo presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores. (Juliana Braga)

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