Candidatos vão fechar cerco a Jair Bolsonaro

Candidatos vão fechar cerco a Jair Bolsonaro

Coluna do Estadão

07 de agosto de 2018 | 05h30

Reprodução

A expectativa de que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) iria se desidratar com o avanço da campanha ainda não se confirmou e tem forçado seus adversários a arregaçar as mangas. Aliados de Henrique Meirelles (MDB) compartilham vídeos nos quais destacam falas polêmicas de Bolsonaro, como “mulheres devem ganhar menos do que os homens porque engravidam”, e situações de descontrole, como quando o deputado ofende a petista Maria do Rosário, cena reproduzida no vídeo. O adversário Geraldo Alckmin também vai mirar Bolsonaro.

Vale tudo. As campanhas avaliam que uma vaga no segundo turno é do candidato do PT, que tem eleitorado cativo. Por isso, deflagram a briga pela outra. Nos vídeos, Bolsonaro será vendido como “aventura”.

Sabatina. Depois do encontro com Bolsonaro no mês passado, um grupo de empresários e executivos de peso conversa hoje com Alckmin, em São Paulo.

Um a um. Outros candidatos já foram contactados e estão acertando agenda. A ideia dos encontros é ouvir e também expressar o pensamento do empresariado.

Tchau, querido. O ex-deputado estadual Jair Andreoni (PRTB) promete pedir a impugnação do general Mourão como vice de Jair Bolsonaro. Para ele, a ata que homologa o militar é inválida porque não traz a candidatura de Andreoni ao Senado. Ele foi rifado na aliança entre PSL e PRTB.

Última palavra. A mulher de Jaques Wagner influenciou na decisão dele de não concorrer ao Planalto pelo PT. Fatinha, como é conhecida, disse: “Nem pensar”.

Como estás? O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) visitou Eduardo Azeredo (PSDB), no domingo, no Corpo de Bombeiros de Minas, onde está preso. Ouviu o tucano reclamar que tenta fazer um curso de computação, mas não consegue.

Candidato fantasma. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, decidiu cancelar a convenção que lançou Márcio Lacerda (PSB) ao governo mineiro e isolá-lo na legenda. Siqueira nega articulação para expulsar Lacerda da sigla, mas garante que não permitirá que ele dispute o Palácio da Liberdade.

Na mira. A Procuradoria no DF abriu inquérito para apurar três contratos do Senado de R$ 6,5 milhões. Um é para o aluguel de 43 veículos, entre ambulâncias, caminhões e furgões. Outro, para duas viaturas e duas caminhonetes para a Polícia Legislativa. O aluguel de cada uma sai, em média, R$ 5,7 mil por mês.

Lentidão. A investigação virou inquérito porque o Senado não respondeu aos dois ofícios nos quais a PR-DF pede informações. Um é de janeiro e outro de julho. O Senado diz não ter sido notificado.

CLICK. O ministro Alexandre de Moraes (STF) foi convidado pelo vereador Milton Leite (PSDB) a receber na segunda, 13, a medalha Anchieta da Câmara de Vereadores de SP.

Reprodução

Pires na mão. O presidente da Ajufe, Fernando Mendes, já explicou a dois ministros do STF que o reajuste dos salários não significará aumento de despesa do Judiciário. Ele diz que, por conta do teto de gastos, só pode haver a revisão se cortar em outras áreas.

Estoy aquí. O entorno de Michel Temer tem feito esforço para mostrar que o presidente participa das articulações de campanhas ao Planalto. Ele atuou na escolha do vice de Meirelles.

SINAIS PARTICULARES. Michel Temer, presidente da República; por Kleber Sales

PRONTO, FALEI!

O prefeito de Salvador, ACM Neto. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

“Temer nomeia e exonera quem quiser. Jamais aceitaria pressão para condicionar decisão do DEM”, DO PREFEITO DE SALVADOR E PRESIDENTE NACIONAL DO DEM, ACM NETO, sobre atuação de Temer para Centrão não apoiar Ciro Gomes.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU PEDRO VENCESLAU

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.