Candidatos escondem partidos em santinhos

Candidatos escondem partidos em santinhos

Coluna do Estadão

18 Agosto 2018 | 05h30

Reprodução redes sociais

Apesar da determinação do TSE, candidatos estão escondendo a legenda à qual pertencem nos santinhos e vídeos divulgados nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. A Coluna localizou peças publicitárias dos presidenciáveis Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL) que omitem as informações. O TSE determina que a propaganda, “qualquer que seja sua forma ou modalidade, mencionará sempre a legenda”. Na majoritária, é preciso incluir o nome da coligação e os partidos que a compõem.

O impopular. No MDB de Michel Temer, até mesmo o presidente da sigla, Romero Jucá, omite a informação sobre seu partido em santinho enviado por WhatsApp quinta. Renan Calheiros não só oculta o MDB, como exibe imagens ao lado de Lula, presidenciável do PT.

Com a palavra. Os advogados de Meirelles entendem que só precisam informar o partido do candidato nas peças passíveis de impulsionamento. A equipe de Alckmin disse que a sigla estará nas imagens de perfil de todas as redes sociais a partir de hoje.

Ops. A assessoria de Jucá informa que o senador divulgou por engano uma imagem prévia. Os candidatos Ciro Gomes, Renan Calheiros e Jair Bolsonaro não responderam ao contato.

Conta outra. A recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que o Brasil permita a candidatura de Lula foi motivo de ironia no Supremo. Um ministro “lamentou” a sugestão não alcançar também Paulo Maluf.

Ainda é cedo. O cientista político e empresário Israel Klabin, com intensa atividade na área de desenvolvimento sustentável, diz estar aberto a colaborar com todos os candidatos na parte programática, mas ainda não definiu seu voto. “Acho muito cedo”, contou à Coluna.

Perfil. Para Klabin, o candidato ideal precisa ter três qualidades: elegibilidade, governabilidade e capacidade de empreender as reformas necessárias para a retomada do crescimento.

Times. O advogado Tiago Ayres fará a defesa de Bolsonaro no TSE. Meirelles escalou Angela Cignachi.

Malas prontas. Até setembro deve estar concluída a negociação para a escolha de uma nova editora para a obra de Guimarães Rosa, à exceção de Grande Sertão: Veredas, que teve os direitos vendidos para a Companhia das Letras.

Quase lá. A Nova Fronteira tinha até maio o direito de publicação de todos os livros do romancista. O advogado Roberto Halbouti, que representa a família de Guimarães Rosa, confirma que está em negociação com várias editoras, entre elas a Rocco. Ele não revela o valor da negociação.

CLICK. O ministro Torquato Jardim (Justiça) decidiu atualizar a galeria de fotos de ex-ministros e incluiu até Wellington César (do meio), que foi impedido de assumir.

Populares. O governador de São Paulo, Márcio França, foi quem mais despertou o interesse dos internautas no debate da Band, quinta. De acordo com o Google Trends, foi responsável por 30% do interesse de buscas. Em seguida veio Rodrigo Tavares (16,88%) e João Doria (16,13%).

SINAIS PARTICULARES. João Doria, candidato do PSDB ao governo de São Paulo; por Kleber Sales.

Vapt-vupt. A defesa de Lula entregou ontem ao ministro Luís Roberto Barroso, do TSE, um parecer elaborado pelos ex-ministros Fernando e Henrique Neves sobre o processo de tramitação dos pedidos de registro.

PRONTO, FALEI!

Presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia. Foto: Divulgação

“A campanha pelo voto nulo e pelo voto branco conspira contra a própria democracia e só serve para manter o atual quadro de degradação da política”, DO PRESIDENTE NACIONAL DA OAB, CLAUDIO LAMACHIA.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA