‘Cancelado’, MBL usa poder digital como moeda eleitoral para conseguir novo abrigo político

‘Cancelado’, MBL usa poder digital como moeda eleitoral para conseguir novo abrigo político

Camila Turtelli e Matheus Lara

18 de março de 2022 | 05h00

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). Foto: Nilson Bastian/Ag. Câmara

Após o divórcio com o Podemos, o Movimento Brasil Livre (MBL) quer reconstruir sua imagem e busca novo partido para abrigar seus quadros para as eleições. O grupo já se sentou à mesa com o União Brasil e também com o Patriota, mas quer ir com calma nas negociações. Apesar de estar com a reputação arranhada e “cancelado” por opositores e ex-aliados, principalmente depois dos vazamentos dos áudios sexistas de Arthur do Val (sem partido), mas também pela polêmica envolvendo falas do deputado Kim Kataguiri (União-SP) sobre nazismo, o MBL ainda acredita que pode fazer pelo menos três nomes para a Câmara – além de Kim, Rubinho Nunes e Adelaide Oliveira –, e conta com o apoio da sua claque raiz nas redes sociais, o que tem sido usado como um ativo eleitoral valioso nas negociações.

FOI UM SONHO. O MBL chegou a entrar em bloco no partido de Sérgio Moro, o Podemos, em evento. Na época, Arthur do Val era pré-candidato ao governo de São Paulo.

NÃO ARREDO. O movimento quer autonomia sobre apoios nas disputas para o Planalto e para o Bandeirantes. Líderes querem manter fidelidade a Moro mesmo em sigla que possa apoiar outro nome da 3.ª via.

CONTINUO AQUI. Próximo do MBL, mas não membro oficial do movimento, o deputado estadual Heni Ozi Cukier (SP) seguirá no Podemos para se lançar como candidato a senador.

CLICK. Ciro Gomes, presidenciável do PDT

Empacado nas pesquisas, Ciro tenta dar visibilidade a suas propostas agora com seminários temáticos. Nesta semana, debateu combate à corrupção.

PAZ. O deputado Geninho Zulian (União-SP) diz não haver mal-estar entre as alas dos antigos DEM e PSL na definição da executiva paulista do novo partido. “Todos os acordos foram 100% cumpridos”, disse.

HAJA… Em reunião realizada ontem, lideranças do Conselho Nacional de Pastores (Concepab) e do Fórum Evangélico de Ação Social e Política (Fenasp) fizeram questão de deixar claro que estão 100% fechadas com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu projeto de reeleição.

…FÉ. A confirmação de endosso ao presidente pelos grupos evangélicos ocorre em meio a um estremecimento de Bolsonaro com a bancada evangélica no Congresso. No Republicanos, a expectativa era a de que o presidente liberasse puxadores de voto para se filiar à sigla, mas isso não aconteceu e todos têm ido para o PL.

TROCA. O coronel Aginaldo deixa no próximo dia 24 o comando da Força Nacional para poder concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL do Ceará. Ele espera a participação do presidente Jair Bolsonaro no evento.

ALTA TEMPERATURA. Como escreveu a colunista Adriana Fernandes, do Estadão: “Bolsonaro frita (Joaquim) Silva e Luna num caldo quente feito à base de gasolina”. Resta saber quanto tempo o general aguenta no comando da Petrobras.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras

GRÁTIS. Luísa Canziani (PSD-PR) apresentou ao Ministério da Educação projeto a custo zero para a qualificação de professores para atuar com questões ligadas à saúde mental, sobretudo neste período de pandemia. O trabalho é fruto da sua participação no World Youth Group, grupo de jovens parlamentares mundiais, ligado à ONU. A primeira reunião com a equipe da ONU será dia 31.

POP. O governador João Doria (PSDB-SP) chegou às primeiras posições entre os assuntos mais comentados no Twitter ontem. O termo “Doria” esteve em segundo lugar após o pré-candidato à presidência da República anunciar a flexibilização do uso de máscaras em todos os ambientes do estado de São Paulo.

PRONTO, FALEI! Ethel Maciel, epidemiologista

“Vírus não lê decreto. Apesar de os governos retirarem restrições, a pandemia continua e a máscara permanece uma medida efetiva de prevenção.”

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