Campanhas montam exército nas redes

Campanhas montam exército nas redes

Coluna do Estadão

12 de agosto de 2018 | 05h30

Reprodução Twitter

A estrutura das campanhas nas redes sociais mostra o peso que o digital terá na eleição presidencial. Com 5 minutos e 32 segundos de propaganda na TV, o maior tempo entre os candidatos, o tucano Geraldo Alckmin tem mais de 40 pessoas trabalhando para popularizá-lo na internet. O candidato Henrique Meirelles (MDB), com o terceiro maior tempo de TV, contratou 50 pessoas para alimentar seu Twitter, Facebook e Instagram. A estratégia se tornou obrigatória diante do fenômeno Jair Bolsonaro (PSL), que tem eleitorado influente na web.

Formiguinha. Sem dinheiro para montar grandes estruturas, a campanha de Marina Silva (Rede) contará com voluntários para multiplicar os conteúdos na internet. A lista de transmissão tem oito mil pessoas espalhadas pelo País.

Drible. Sem espaço nos debates por causa do tamanho do seu partido, o presidenciável João Amoêdo (Novo) tem quatro funcionários para cuidar das postagens. Em menos de um ano, diz só ter tido menos engajamento do que Jair Bolsonaro e Marina Silva.

SINAIS PARTICULARES. João Amoêdo, candidato do Novo ao Planalto; por Kleber Sales.

Canal… A equipe da campanha do PT também quer fortalecer os perfis de Fernando Haddad na web. Sem cargo público desde 2017, o ex-prefeito tem 300 mil seguidores no Facebook, menos do que vários parlamentares do partido.

…alternativo. A ideia é que a página replique todo o conteúdo divulgado pelas redes sociais do ex-presidente Lula e de Dilma Rousseff, que têm 3,6 milhões e 3,1 milhões de seguidores, respectivamente.

Novela. O TSE pode julgar amanhã o impasse envolvendo a candidatura do PSB em Minas. Em decisão monocrática, o ministro Napoleão Nunes deu razão ao diretório nacional, que retirou a postulação de Marcio Lacerda. O candidato recorreu e o despacho será revisto pelo plenário.

Roupa suja. Na defesa que apresentou ao TSE, o PSB acusa Lacerda de usar o partido para um “projeto pessoal” e de alugar a legenda para siglas sem nenhuma afinidade ideológica. O candidato se aliou ao MDB.

Janela. Se o Congresso Nacional aprovar o reajuste para os ministros do Supremo, estará elevando os salários dos juízes estaduais. Em 2015, o CNJ ratificou liminar concedida à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que estabelece o reajuste automático.

É burla. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, diz que a regra é “flagrantemente” inconstitucional. “O CNJ tem que revogar essa medida que impõe o reajuste para servidores que não são federais. Os Estados não podem cumprir isso de jeito nenhum”, adverte.

CLICK. O Senado provocou a Câmara pelo Twitter a aprovar o projeto que proíbe companhias de cobrar a marcação de assentos em voos para a regra começar a valer.

Reprodução Twitter

Mais moradia. Michel Temer autorizou aumento de R$ 1,6 bilhão para o Minha Casa Minha Vida 2019. Isso permitirá ao ministro Alexandre Baldy (Cidades) realizar a seleção da Faixa 1, de baixa renda, neste ano.

Para todos. Os recursos contemplarão 50 mil casas do programa rural, 30 mil entidades e 120 mil do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

A hora de parar. Cresce no PT o grupo contrário a esticar a briga judicial pela candidatura de Lula até o Supremo. Se ele for considerado inelegível, seus votos não serão computados.

Sem farra. A ministra Rosa Weber assume a presidência do TSE na próxima terça-feira. Ela optou por uma posse discreta, sem coquetel. Só oferecerá café e água aos convidados.

A SEMANA

Segunda-feira, 13

Congresso faz esforço concentrado para votar projetos

Em meio à pré-campanha eleitoral, deputados e senadores se reúnem dois dias nesta semana para votar propostas.

Quarta-feira, 15

PT registra a candidatura do ex-presidente Lula no TSE

Lula deve ter seu nome registrado na Corte Eleitoral no último dia do prazo. Dia 16, começa oficialmente a campanha.

COM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadão

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: