Câmara vai auditar contrato da Kroll assinado por Eduardo Cunha

Câmara vai auditar contrato da Kroll assinado por Eduardo Cunha

Coluna do Estadão

26 de abril de 2018 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Três anos depois de ter sido assinado, o contrato da Câmara dos Deputados com a empresa de investigação Kroll será auditado. A decisão foi tomada sem alarde, ontem, pela Comissão de Fiscalização e Controle. O TCU fará o pente-fino. O contrato foi autorizado em 2015 pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha. Ele classificou o documento como reservado, carimbo que garante seu sigilo até 2020. Em delação premiada, Marcelo Odebrecht contou a razão. Disse que Cunha usou a Kroll para buscar brechas que pudessem anular a Lava Jato.

Água mole… O pedido de fiscalização foi apresentado pela deputada Eliziane Gama (PPS-MA) em 2015, mas só aprovado ontem. O relator, Nilton Capixaba (PTB-RO), foi favorável a auditoria contábil, financeira, orçamentária e operacional.

Para lembrar. A Kroll foi contratada em 2015, por R$ 1,18 milhão, com o pretexto de ajudar a CPI da Petrobrás, que em paralelo à Lava Jato investigou esquema de corrupção na estatal. A Comissão de Fiscalização e Controle quer saber por que não houve licitação.

Mundo paralelo. A CPI da Petrobrás foi encerrada sem apontar envolvimento de congressistas no esquema do petrolão. Um ano depois, Cunha foi preso.

Tempo pra tudo. Caberá ao próprio juiz Sérgio Moro decidir o que fazer diante da determinação do Supremo de tirar de Curitiba trecho da delação da Odebrecht que cita Lula. Mas isso fica para um futuro próximo. Por ora, nada muda.

SINAIS PARTICULARES: Sérgio Moro, juiz responsável pela Lava Jato; por Kleber Sales

Quebra-cabeça. Quase 20 dias depois de Lula ser preso, o governo ainda não decidiu o que fazer com os assessores a que ele tem direito como ex-presidente. A tendência é manter os secretários pessoais e dispensar os 4 seguranças. Lula terá de devolver os dois carros oficiais. Desde a prisão, o cartão combustível não foi usado.

Emenda tudo. Com o feriado de 1.º de Maio caindo na terça-feira, deputados federais já combinam de faltar toda a semana que vem ao trabalho.

Oráculo. Ex-presidente da Vale e da Usiminas, Wilson Brumer será consultado informalmente sobre o programa de governo do presidenciável Joaquim Barbosa (PSB). Ele foi secretário do governo do tucano Antônio Anastasia.

Ação… Desde que o governo de Roraima ingressou no Supremo pedindo o fechamento temporário da fronteira com a Venezuela, o número de imigrantes aumentou consideravelmente.

…e reação. Entre os dias 16 e 20 de abril (a ação é do dia 13 deste mês), 2,2 mil cruzaram a fronteira, uma média de 550 por dia. Antes, o fluxo diário era de, aproximadamente, 150 registros de entrada no País.

CLICK. Pré-candidato do Patriotas ao Planalto, o deputado Cabo Daciolo carrega uma Bíblia durante as sessões da Câmara e diz estar certo de que será o presidente do Brasil.

FOTO: LEONEL ROCHA

Habitação. Um acordo entre o DEM e o Planalto acertou a votação do projeto que altera o distrato entre mutuários do SFH e as incorporadoras. Pelo acerto, quem desistir da compra de um imóvel em construção terá de abrir mão de 50% do que já pagou.

Em campanha. Causa estranheza entre senadores a movimentação do conselheiro da Anatel Leonardo Euler em defesa do PLC 79, em discussão na Casa. O projeto, de interesse das teles, autoriza as concessionárias a migrarem a telefonia para o regime privado.

PRONTO, FALEI! 

“Temos que ter cabeça fria para superar as dificuldades e viabilizar a candidatura de Geraldo Alckmin”, DO DEPUTADO VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP), sobre a dificuldade do tucano na pré-campanha ao Planalto.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA 

Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.