Câmara quer acabar com troca-troca em comissões

Câmara quer acabar com troca-troca em comissões

Coluna do Estadão

05 Agosto 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criou comissão especial para alterar o regimento interno da Casa. Uma das mudanças será restringir o troca-troca nas comissões, como ocorreu às vésperas da denúncia de Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça. A substituição de integrantes do colegiado só poderá ser feita mediante documento assinado por dois terços da bancada à qual pertençam ou renúncia oficializada ao líder. A previsão é de que o grupo, formado por 70 membros (titulares e suplentes), comece a trabalhar em até duas semanas.

Não direciona. A Comissão do Regimento vai tentar implantar também um sistema de distribuição eletrônica para a escolha de relatorias das comissões, a exemplo de sorteios de tribunais. Hoje, quem define é o presidente do colegiado.

Sem palanque. Outra alteração polêmica é reduzir o tempo de discurso de deputados no plenário, muito usado para protelar as votações. A intenção é dar maior celeridade às sessões.

Dono da bola. Mais cotado para ser o relator, o deputado JHC (PSB-AL) quer “dificultar que haja instrumento de perseguição ou de barganhas pouco republicanos em prejuízo da vontade da bancada partidária”.

Agora vai. Maia criou a comissão em 31 de maio, mas a votação da denúncia contra Temer atrasou o início da discussão. A expectativa é de que líderes indiquem os integrantes da Comissão na próxima semana.

É bronca. Qualquer alteração nas leis da Câmara precisa ser aprovada pela CCJ, por um parecer da Mesa Diretora e por maioria simples dos deputados em votação no plenário.

Lá vem. Fortalecido pelas pesquisas, o deputado Jair Bolsonaro começa a dar pistas sobre suas ideias para a economia. Ele tem defendido, por exemplo, que o Brasil deixe de lado o Mercosul e invista no bilateralismo comercial.

Inspiração. Bolsonaro tem citado abertamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a adoção do bilateralismo, que considera mais vantajoso comercialmente para o Brasil do que a relação com os vizinhos.

SINAIS PARTICULARES – JAIR BOLSONARO
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Flerte. O prefeito de São Paulo, João Doria, se encontra segunda, em Salvador, com o prefeito ACM Neto. Os tucanos não escondem que sonham com um candidato a vice-presidente do Nordeste. ACM é um dos preferidos pelo partido.

Quero saber tudo. Em reunião com presidentes dos tribunais de Justiça, a presidente do STF, Cármen Lúcia, pediu que informem quantos juízes estão estudando fora do País, quem está bancando e o que eles estão aprendendo lá fora.

Ajuda. A prefeitura de Boa Vista vai incluir o ensino de espanhol no currículo do ensino básico da rede municipal. Assim, vai abrir empregos para absorver professores que estão fugindo da Venezuela.

É o jeito. Segundo a prefeita Teresa Surita, além de conseguir “empregos dignos” para alguns dos refugiados, poderá transformar Boa Vista numa cidade bilíngue em dez anos.

CLICK. Um erro de português roubou a cena na inauguração do Ministério Público Federal da Paraíba: em vez de edifício, estava escrito “edifícil-sede”. A placa foi corrigida.

 

PRONTO, FALEI!

“As contradições dos delatores aparecem e alguns já mudam versões porque sabem que precisariam provar o que dizem”, DO SENADOR RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) sobre as delações da Odebrecht.

 

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