Câmara pode resgatar financiamento privado

Câmara pode resgatar financiamento privado

Luiza Pollo

21 Agosto 2017 | 05h30

Deputado Baleia Rossi Foto: Tiago Queiroz/Estadão

 

Líderes dos principais partidos da Câmara passaram o fim de semana discutindo uma maneira para conseguir aprovar uma proposta de reforma política. Informalmente, já admitem ser quase impossível a aprovação do fundo de financiamento público de campanha, com verba de R$ 3,6 bilhões. Assim, estudam o resgate do financiamento privado, com doações de empresas, mas com regras bem mais rígidas para evitar a repetição de escândalos. “Vejo com muita dificuldade a aprovação do fundo público”, admite o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP).

Para tudo. O líder tucano Ricardo Trípoli (SP) reconhece que é preciso dar uma “freada de arrumação” para que a reforma possa ser aprovada.

Voz das ruas. Trípoli acha que um dos erros da discussão é a falta de sintonia com o que a opinião pública está cobrando dos políticos. “A reforma deveria nascer de fora para dentro do Congresso”, diz.

Polêmica à vista. A Câmara vai instalar esta semana comissão especial para discutir e estabelecer normas para as atividades da chamada “economia colaborativa”, leia-se Uber, Cabify, Airbnb, entre outros.

Campo de batalha. Relator da comissão, o deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) quer evitar que o corporativismo domine o debate. “O desafio é criar uma legislação que não sirva de barreira à economia digital e ao interesse do cidadão. O corporativismo não pode vencer a inovação”, diz.

Aniversário. Além do auxílio moradia, o ministro Luiz Fux mantém há cinco anos em seu gabinete a discussão pelo STF de outra tema que gera gastos aos cofres públicos.

Só uma olhadinha. Em 2012, o ministro Fux pediu vistas num processo que pede a inconstitucionalidade de benefícios concedidos aos juízes do Rio de Janeiro por lei local.

Do que se trata. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4393 é contra lei estadual que garante a juízes e desembargadores vantagens como auxílios moradia e pré-escolar. A lei permite também a magistrados, que têm 60 dias de férias anuais, o direito de vender período de descanso que não for usufruído

Pendente. Enquanto o ministro Luiz Fux não devolver o caso à pauta do Supremo, os juízes continuarão recebendo as vantagens. Procurado, o ministro não comentou o assunto.

Estratégia. Aliados do prefeito João Doria acham que ele acerta em investir nos eleitores do Nordeste, mas precisa falar de emprego. Novos dados mostram que a região segue muito afetada pelo desemprego, o que pode ampliar a popularidade de Lula na região.

Caos. Segundo dados desta semana do PNAD, Estados como Pernambuco e Alagoas apresentam números alarmantes de desemprego. A taxa de desocupação em Pernambuco chegou a 18,8%. Em São Luís, no Maranhão, a desocupação bateu em 19,8%.

CLICK. Depois de percorrer o Nordeste durante a semana, o prefeito de São Paulo, João Doria, visitou na noite de sábado a Festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos.

Foto: Facebook João Doria

 

Mágica. A oposição ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), reconhece que ele é um forte adversário em 2018 não só porque tem a máquina, mas por ter se descolado da atual imagem negativa do PT.

Agora vai. O TSE deve julgar na terça-feira o recurso do governador e vice-governador do Amazonas que tentam recuperar os mandatos cassados. O novo governador (a ser definido em 2º turno) só poderá ser diplomado após esse julgamento. Disputam Eduardo Braga e Amazonino Mendes.

PRONTO, FALEI!

“No PSDB, ninguém vai trocar as prévias pela maquininha de calcular de algum instituto de pesquisa”, de PEDRO TOBIAS, presidente do diretório estadual do PSDB, sobre usar pesquisas para escolher o candidato do partido.

 

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