Câmara pode ‘premiar’ Estados por reforma

Câmara pode ‘premiar’ Estados por reforma

Coluna do Estadão

20 de junho de 2019 | 05h00

Deputado Samuel Moreira, relator da reforma da Previdência. FOTO: JOSÉ CRUZ/AG. BRASIL

Líderes da Câmara discutem uma forma de incentivar os Estados a fazer suas reformas da Previdência, sem entregar de bandeja o pacote pronto. Pode entrar ainda na Comissão Especial a criação de um Selo de Responsabilidade Previdenciária, com bonificações para quem cumprir o dever de casa, a ser regulamentado posteriormente por lei complementar. Como uma espécie de cadastro positivo dos Estados, poderiam ser dadas condições mais vantajosas em operações de crédito ou até mesmo a flexibilização das dívidas com a União.

Inicial. O assunto foi abordado em reunião entre os líderes na Câmara e o relator Samuel Moreira, mas ainda precisa ser aprofundado. Também ainda não foi levado à equipe econômica.

No detalhe. Haverá alguns ajustes no relatório. Além das mudanças na transição proposta por Samuel Moreira, pode entrar a redução na idade mínima de professores para 55, se mulheres, e 57, se homens.

De olho. A bancada do PSL já tem um plano B para manter de pé o decreto da posse de armas na Câmara. Uma das possibilidades estudadas é Carla Zambelli (SP) pedir a Sérgio Moro para reeditar texto similar.

Mata no peito. Com isso, derrubariam o argumento de que o presidente não pode versar sobre mudanças na PF, uma atribuição do ministro da Justiça.

Rápido. O plano C seria focar no projeto de lei do deputado Peninha (MDB-SC), que disciplina a “aquisição, a posse e a circulação de armas de fogo e munições” e está pronto para ser votado no plenário.

Na rua. A expectativa do PSL é de que a agenda armamentista seja uma das principais bandeiras das manifestações do dia 30.

Canelada. Responsável pela articulação política na Casa Civil até a semana passada, quando foi demitido, Carlos Manato (PSL) comemorou a retirada dessa atribuição de Onyx Lorenzoni. “Estou feliz. Arrogância, prepotência e centralização não são articulação política. A verdade está aí agora.”

Tô fora. A assessoria da Casa Civil disse que o ministro não iria comentar.

SINAIS PARTICULARES
Carla Zambelli, deputada federal (PSL-SP)

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Planalto central. O caso do ataque ao telefone do desembargador do Rio relator da Lava Jato, Abel Gomes, como noticiou a Coluna, caiu na Diretoria de Inteligência Policial, em Brasília. É onde também se investiga o suposto “hackeamento” de Sérgio Moro.

Bye, bye. Sérgio Moro viaja para os EUA neste fim de semana. Passa por agências governamentais no Texas, Virginia e Washington estudando operações integradas de forças de segurança (chamadas “fusion centers”), que ele pretende implementar no País.

CLICK. Antes de enfrentar quase 9 horas de depoimento, o ministro Sérgio Moro bateu papo com alguns senadores, como a presidente da CCJ, Simone Tebet, e Major Olímpio

FOTO: ROBERTO CASTELO/DIVULGAÇÃO SIMONE TEBET

Ih… O GSI encaminhou nova orientação aos ministros sobre como proteger informações. Mas integrantes do próprio gabinete reconhecem que, pela complexidade, é difícil seguir à risca as recomendações.

Versão. O Facebook apresentou à Secretaria do Consumidor (Ministério da Justiça) sua defesa na investigação sobre o vazamento de dados dos usuários para a Cambridge Analytica, por meio de um aplicativo de jogo, em 2018. Alegou que usuários brasileiros consentiram com as regras, mas não foram atingidos.

PRONTO, FALEI!

Deputado Evandro Roman. FOTO: GUSTAVO LIMA/AG. CÂMARA

Evandro Roman, deputado federal (PSD-PR): “Na fronteira, índios paraguaios vêm para o Brasil por terras. A MP é urgente e deverá corrigir erros”, sobre a medida que muda a demarcação de terras indígenas.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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