Câmara gasta R$ 1 milhão com prédios fechados

Câmara gasta R$ 1 milhão com prédios fechados

Coluna do Estadão

10 de janeiro de 2021 | 05h00

Foto: Câmara dos Deputados

De uma das principais avenidas de Brasília, no nobre Plano Piloto, é possível avistar um edifício completamente abandonado. Em uma cidade com graves problemas habitacionais, a cena chama a atenção. Pior: na mesma quadra residencial, há outro no mesmo estado. Ambos pertencem à Câmara dos Deputados, que já desembolsou pelo menos, R$ 1 milhão só para mantê-los inabitados. Os prédios foram desocupados para reforma em 2017 e em 2019, mas não há previsão de quando ela começará. Viraram depósito para materiais da Casa.

Dinheiro público. São gastos por mês ao menos R$ 21,6 mil na conservação dos imóveis, segundo dados obtidos pela Coluna via Lei de Acesso à Informação.

Projeto. Em 2004, a Câmara iniciou processo de reforma geral das instalações e das estruturas dos 18 prédios de apartamentos funcionais que possui. Desde então, foram reformados nove blocos, com um total de 216 apartamentos.

Prioridades. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, havia previsão orçamentária para continuar com as reformas em 2020, mas o recurso previsto, de R$ 21 milhões, foi devolvido ao Tesouro Nacional para ser utilizado em ações de enfrentamento à covid-19.

No papel. De acordo com o plano inicial, faltam quatro etapas, que englobam reformas em 14 prédios. Os reparos dependem de decisão da Mesa Diretora e de disponibilidade de recursos nas leis orçamentárias.

Fantasmas. Há outros 26 apartamentos desocupados, passando por processo de recuperação ou aguardando alguma intervenção.

Divisão. Atualmente, 358 parlamentares, dos 513 deputados, ocupam esses apartamentos funcionais. Apenas os dois blocos citados estão inabitados.

Ajuda. Os deputados que não moram nos imóveis podem receber auxílio-moradia no valor de R$ 4,2 mil por mês. Em dezembro, a Câmara pagou o benefício para 113 parlamentares.

Zé… Há três agências finalistas com propostas para a campanha de vacinação contra a covid-19: Calia, Fields e Nova/SB.

… gotinha… Esta última apostou em brasileiros “desconhecidos”. A Calia propôs Fafá de Belém, Netinho, Dedé Santana e Zezé di Camargo. Com exceção da “musa das Diretas”, os demais já demonstraram em alguma momento simpatia por Jair Bolsonaro.

… tá diferente. Já a Fields apresentou os nomes de Fábio Júnior e Michel Teló. O ministro Eduardo Pazuello deve escolher até a próxima quarta-feira a peça vencedora, que receberá cerca de R$ 20 milhões pelo contrato de publicidade.

CLICK. Em viagem de campanha ao Piauí, Baleia Rossi (MDB-SP) foi recebido pelo presidente da Assembleia Legislativa, o correligionário Themístocles Filho (à dir.).

Reprodução/Instagram

SINAIS PARTICULARES.

Ernesto Araújo, ministro de Relações Exteriores

Kleber Sales

Pela bola sete. Ciente de que corre riscos de perder o cargo após a posse de Joe Biden, o chanceler Ernesto Araújo marcou um golzinho com o chefe: puxou no Twitter do Brasil a onda contra o banimento de Donald Trump da rede.

Antídoto. O clã Bolsonaro, claro, agradece: já há muita gente defendendo restrições mais duras às postagens do presidente do Brasil nas redes sociais.

PRONTO, FALEI!

Foto: Werther Santana/Estadão

Fernando Holiday, vereador de São Paulo (Patriota)“O Twitter é uma empresa privada. Não importa se é Donald Trump ou Zé da Padaria, o banimento é absolutamente aceitável quando há motivos.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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