Câmara avalia processar Tasso por programa do PSDB falar em cooptação

Câmara avalia processar Tasso por programa do PSDB falar em cooptação

Luiza Pollo

18 Agosto 2017 | 05h30

Sinais Particulares: Senador Tasso Jereissati/Por Kleber Sales

 

A Câmara avalia processar o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), pelo programa partidário da sigla que acusa políticos de negociar com o Executivo vantagens pessoais em troca de votos. A peça foi veiculada ontem em cadeia de rádio e televisão. O tucano será instado a nominar quem são os políticos que se venderam sob o risco de colocar toda a Casa em suspeição. Deputados do PSDB contrários ao teor do programa também comentaram num grupo de WhatsApp que estão dispostos a interpelar Tasso na Justiça.

Dedo na ferida. Num dos trechos do programa, o PSDB fala em “presidencialismo de cooptação”. E exemplifica: “políticos negociam vantagens pessoais” com o Executivo “e não pensam no País”.

Não está sozinho. Apesar da controvérsia, Tasso recebeu o apoio de parte da bancada. “Todos os partidos deveriam dar esse chacoalhão. O PSDB é o único que está fazendo isso de fato”, diz o líder Ricardo Trípoli.

Chocou. Tucanos contrários a Tasso relatam que na reunião da bancada quarta ele teria prometido financiar campanhas dos deputados com recursos utilizados pelo partido para pesquisas e estudos.

Com a palavra. Tasso tem defendido o conteúdo do programa. Procurado, preferiu não responder. A única vez que Tasso foi interpelado ocorreu em 2005 quando o então tesoureiro do PT Delúbio Soares o contestou por tê-lo acusado pouco antes do mensalão.

Dando a real. A cúpula da Comissão de Orçamento se reuniu ontem com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para falar da dificuldade que o aumento da meta fiscal vai enfrentar para ser aprovado.

Bronca. Boa parte da resistência se origina nos vetos feitos a itens da LDO, contrariando interesses dos parlamentares. O ministro se comprometeu a levar as queixas ao governo e, na terça, ir à comissão para defender a votação.

Recurso. O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, Domingos Filho, entra hoje no STF com uma ação de inconstitucionalidade contra a extinção da corte.

Vingança. Domingos diz que foi uma retaliação porque 17 dos 46 deputados tiveram contas reprovadas. Os defensores dizem que o TCM só gera gastos.

Sei quem você é. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro exige do cidadão que deseja consultar os salários dos juízes nome completo e CPF ou título de eleitor, RG e CNH. E informa, em vermelho e letras garrafais, que o IP do computador que acessará os dados “ficará registrado no sistema”.

Fui! O ex-ministro Aldo Rebelo pediu afastamento do PCdoB. Ele está incomodado com os rumos do partido. “Se fosse casamento, diria que é aquela fase em que um pede para dar um tempo”, amenizou o deputado Orlando Silva.

CLICK. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad participou de debate sobre mobilidade na Câmara e negou ser “plano B” do PT, se Lula não puder concorrer em 2018.

Marcelo de Moraes

Vai com calma. Um dia após a CPI do BNDES aprovar seu plano de trabalho, Paulo Rabello, presidente do BNDES, buscou apoio no Senado. Ontem, conversou com Cássio Cunha Lima (PSDB), que não é membro da Comissão.

Big Brother. Começaram a ser instaladas ontem câmeras de segurança dentro do Palácio do Planalto. Todos os corredores terão vigilância, até mesmo o 3.º andar que dá acesso ao gabinete do presidente Temer.

Pronto, Falei! 

“É mais uma invencionice tola que não faz sentido e não vai contribuir em nada para a segurança jurídica”, do MINISTRO DO STF, Gilmar Mendes, sobre a fixação de mandato de dez anos para membros de tribunais aprovada pela reforma política.

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