Brecha pode tirar de Barroso inquérito de Temer

Brecha pode tirar de Barroso inquérito de Temer

Coluna do Estadão

28 de abril de 2018 | 05h30

Ministro Luís Roberto Barroso. Foto Ed Ferreira/Estadão

Investigados no Inquérito dos Portos enxergam uma chance de tirar o caso das mãos do ministro-relator Luís Roberto Barroso. A brecha estaria no fato de a PF ter anexado em relatório preliminar dados do Inquérito 3105, de 2011, que também relacionava Michel Temer a suposto pagamento de propina no Porto de Santos, e era relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello. A PF citou esse mesmo inquérito no pedido de prorrogação das investigações em curso. O entendimento dos alvos é que, se o 3105 for desarquivado, por prevenção, qualquer fato relacionado a ele deve ser encaminhado para Marco Aurélio.

Especulações. A brecha apontada por criminalistas, por enquanto, é apenas uma carta na manga a ser usada caso as investigações avancem muito. Se houver a provocação ao Supremo e a Corte entender que o caso é de Marco Aurélio, medidas tomadas por Barroso poderiam até ser anuladas.

Durão. Barroso já determinou a prisão de amigos de Temer dentro da Operação Skala; busca e apreensão em endereços deles e a quebra dos sigilos do próprio emedebista.

Tá salvo. O ministro Raul Jungmann ficou irritado com o vazamento de dados do Inquérito de Portos. Acha que a PF tenta transformar o presidente na “bola da vez”, mas quem conversou com ele afirma que não vai sobrar para o diretor-geral Rogério Galloro. As suspeitas do governo recaem sobre outros nomes.

Em vão. Aliados de Temer ironizam que só não tem apuração vazada quem não é investigado. Como prova, citam que já foram iniciadas várias apurações para identificar os responsáveis, apesar de nenhuma delas ter sido concluída.

O noivo. O vice dos sonhos de Geraldo Alckmin continua sendo Mendonça Filho (DEM-PE). Além de ser pernambucano – o tucano precisa melhorar os índices no Nordeste – o demista deixou uma boa herança no Ministério da Educação, pasta que comandou de 2016 a abril de 2018.

SINAIS PARTICULARES. Deputado Mendonça Filho (DEM-PE); por Kleber Sales

Tira o olho. Presidenciável do DEM, Rodrigo Maia reconhece que ‘todo mundo gostaria de um vice como Mendonça’, mas defendeu ontem a candidatura dele ao governo de PE.

 

CLICK. Enquanto Renan Calheiros evita aviões comerciais para não ser vaiado em aeroportos, o governador de Alagoas, Renan Filho, embarcou ontem em voo da Avianca.

FOTO COLUNA DO ESTADÃO

Segue a romaria. O senador Jorge Viana (PT-AC) visitou o ministro Gilmar Mendes, do STF, ontem.

Supersincero. Um oficial de justiça do Tribunal do Distrito Federal escreveu em uma certidão que não iria decidir sobre um mandado porque estava se aposentando e que “servidor público aposentado é igual a palito de fósforo riscado”.

 

Passou no teste. Temer saiu impressionado da conversa que teve com o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França (PSB). Os dois não tinham muita intimidade. O presidente elogiou o raciocínio lógico do político.

Implicação. A pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM) ao Planalto começou a sentir os efeitos da operação da PF que atingiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Tóxico. O PP é um dos principais pilares de sustentação de Maia na corrida à Presidência e o DEM teme ser contaminado.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“Antes aumentar a força dos militares do que ver crescer a força de movimentos como MST e MTST”, DO PRESIDENTE NACIONAL DO PTB, ROBERTO JEFFERSON, sobre a tese de a prisão de Lula aumentar a força dos militares.

 

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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