Bolsonaro veta verbas para obras em SC e deputados reclamam de ingratidão

Bolsonaro veta verbas para obras em SC e deputados reclamam de ingratidão

Camila Turtelli e Matheus Lara

28 de janeiro de 2022 | 05h00

O presidente Jair Bolsonaro (PL) em evento do Plano Safra em janeiro deste ano, em Brasília. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao Orçamento atingiram verbas de infraestrutura que tinham sido aprovadas por parlamentares de Santa Catarina, onde o presidente conseguiu mais de 75% dos votos em 2018. Não tem sido difícil encontrar integrantes da bancada insatisfeitos com a situação. Na ponta do lápis, números indigestos para a bancada catarinense: o Estado perdeu R$ 42,3 milhões para obras de rodovias; 24% da tesourada no Ministério da Infraestrutura, que sofreu cortes de R$ 177 milhões, nos vetos. As obras afetadas foram nas rodovias BR-470, BR-280 e BR-101. Detalhe: A adequação desses trechos costuma entrar no discurso de todo candidato a presidente no Estado há anos.

ASSIM NÃO DÁ. O deputado Celso Maldaner (MDB-SC) classificou os cortes como “uma vergonha para o Estado”. A bancada catarinense tem uma audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, no início de março para tratar sobre os cortes. “O povo está insatisfeito e vamos exigir a recomposição dessas verbas”, disse ele à Coluna.

THE SOUTH REMEMBERS. Do Podemos, Rodrigo Coelho chamou o corte de lamentável. “Bolsonaro teve em Santa Catarina mais de 70% dos votos, mas, infelizmente, não retribuiu em obras a expressiva votação recebida aqui.”

JUSTIFICATIVA. No veto, o presidente alegou que as verbas cortadas são inconstitucionais, contrariam o interesse público e precisavam ser reduzidas para que o Executivo possa recompor suas despesas classificadas como obrigatórias.

HÁ VAGA. Tem sido uma dor de cabeça para o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), escolher um nome à altura de Henrique Meirelles na Secretaria da Fazenda. A saída do ex-ministro para se dedicar à pré-candidatura ao Senado por Goiás está prevista para ocorrer no próximo mês, e até agora não há martelo batido sobre quem irá substituí-lo.

CLICK. Simone Tebet, presidenciável do MDB

Pontapé inicial da pré-campanha presidencial da senadora sul-mato-grossense foi ao lado do ex-presidente da República Michel Temer em São Paulo.

VAMOS CONVERSAR. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se reúne hoje com a ministra Flávia Arruda, da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, para negociar ajuda federal no transporte público.

AJUDA AÍ. Junto com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Nunes tenta convencer integrantes do governo e do Congresso sobre a necessidade de a União arcar ao menos com as gratuidades concedidas no transporte a idosos, por exemplo, e a estudantes. Essa conta chega a R$ 1 bilhão por ano em São Paulo.

INFLAÇÃO. O principal argumento usado pelos prefeitos é que uma alta no preço das tarifas agora teria um impacto direto na inflação e ainda com potencial de estrago em ano eleitoral. E ninguém se esquece que foi o preço de uma passagem de ônibus que gerou os movimentos de 2013.

JEITINHO… O presidenciável Ciro Gomes (PDT) tem insistido no convite a Sérgio Moro (Podemos) para um debate entre os dois. “Eu sei ser delicado. Vamos falar de reformas”, disse em live recente.

…DELICADO. O convite, porém, veio recheado de provocações: “Não vamos falar de despreparo, incompetência, de receber dinheiro sujo de estrangeiro…”

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Ciro Gomes (PDT) e Sérgio Moro (Podemos), presidenciáveis

PRONTO, FALEI! Tabata Amaral, deputada federal (PSB-SP)

“Em um momento em que a pandemia acentua ainda mais a insegurança alimentar no Brasil, cortar verbas de alimentação deveria ser considerado um crime.”

COLABORARAM DANIEL WETERMAN E ADRIANA FERRAZ

ALBERTO BOMBIG ESTÁ DE FÉRIAS E RETORNA À ‘COLUNA DO ESTADÃO’ NO DIA 16 DE FEVEREIRO

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