Bolsonaro vai respeitar vontade do Congresso sobre abuso de autoridade

Bolsonaro vai respeitar vontade do Congresso sobre abuso de autoridade

Juliana Braga

25 de setembro de 2019 | 15h48

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann. Foto: Dida Sampaio/EstadãoCon

Depois da derrubada de 18 vetos ao projeto de abuso de autoridade, o presidente Jair Bolsonaro decidiu não tentar reestabelecer os dispositivos e respeitar a vontade do Congresso Nacional.

O presidente foi aconselhado por interlocutores de confiança a virar a página e evitar esgarçar a relação com deputados e senadores.

Entrou no cálculo a grande diferença de votos pela derrubada, o que sinaliza uma insatisfação generalizada e uma dificuldade de recompor o texto. Em um dos vetos, o placar pela derrubada foi de 44 senadores favoráveis contra 32 contrários, e de 380 deputados favoráveis contra 190 contrários. Mais do que suficiente para aprovar uma PEC, por exemplo.

Na noite de terça- feira, 24, comandados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), os parlamentares retomaram pontos aprovados no projeto que penalizam condutas de juízes e investigadores. O senador antecipou a sessão do Congresso, marcada inicialmente para a próxima semana, como forma de mostrar a insatisfação com o mandado de busca e apreensão que teve como alvo o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Foram retomados 18 dos 33 dispositivos vetados por Bolsonaro. Um deles, por exemplo, foi a pena de prisão para juízes que não substituírem a prisão preventiva por medida cautelar ou liberdade provisória quando for “manifestamente cabível” na legislação.

O assunto repercutiu nas redes sociais ao longo desta quarta-feira, 25. A hashtag #CongressoVergonhaNacional estava entre as mais mencionadas no Twitter. (Juliana Braga)

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