Bolsonaro sob dupla ameaça pré-eleitoral: Moro e nova onda da covid-19

Bolsonaro sob dupla ameaça pré-eleitoral: Moro e nova onda da covid-19

Alberto Bombig e Camila Turtelli

28 de novembro de 2021 | 02h59

 

Sérgio Moro, pré-candidato do Podemos a presidente. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

É grande a expectativa no mercado e no mundo político em relação à rodada de pesquisas programadas para este final de ano. Com a campanha eleitoral completamente antecipada, levantamentos que, tradicionalmente, nesta altura do campeonato serviriam apenas para balizamento de estratégias, agora ganham contornos decisivos com a entrada de Sérgio Moro na disputa. A maior preocupação, diferentemente do que o senso comum supõe, não está no centro, mas na direita: se o ex-juiz confirmar o viés de alta, Jair Bolsonaro terá necessariamente que voltar a crescer, alertam governistas. Para eles, o pior cenário para o presidente seria terminar 2021 em quase empate técnico com Moro.

REDEMOINHO. No PDT, a apreensão é grande diante do risco de Ciro Gomes perder pontos porcentuais para Moro e ser tragado pelo bololô inferior dos nomes de centro.

ÂNCORA. Justamente quando Bolsonaro precisa voltar a pontuar, uma nova onda da covid-19 se empina no horizonte eleitoral, mas o presidente mostra estar disposto a manter o tom negacionista no enfrentamento da pandemia. Ou seja, continuará apostando em fidelizar apenas os eleitores “radicais”.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales), Jair Bolsonaro, presidente da República

 

PODE CHEGAR. Foram consideradas um desastre as declarações do presidente sobre a nova variante do vírus. Só faltou ele dizer que a cepa será bem-vinda no País, observa um expoente do Centrão. O ministro Ciro Nogueira teve de correr para evitar o desastre completo e impor barreiras ao menos para passageiros de voos vindos da África do Sul.

NÃO ACABOU. Pesquisas recentes indicam que os brasileiros relaxaram em relação à pandemia, mas não completamente. Segundo a Quaest, 55% se diziam muito preocupados com a covid-19 no início deste mês, quando a situação ainda não havia se tornado crítica na Europa e na África do Sul.

CLICK. José Serra, senador (PSDB-SP)

Ex-ministro da Saúde (com a medalha) foi homenageado nas Obras Sociais de Irmã Dulce, em Salvador: sócio honorário pela ajuda à instituição desde os anos 90.

CUPIDO. Rodrigo Pacheco (PSD-MG) recebeu convite para participar de evento que também contará com Lula.

CUPIDO 2. Paulinho da Força, comandante do Solidariedade e autor do convite, disse que Pacheco já topou participar. O encontro será no litoral sul paulista, em Mongaguá, entre os dias 15 e 17 de dezembro, no Congresso Nacional do Sindicato dos Aposentados.

SÓ AMIZADE. O  PSD diz que Pacheco segue firme na sua pré-candidatura presidencial.

FIXA.  A deputada estadual Marina Helou (Rede-SP) é a nova liderança cívica permanente do movimento Acredito. “Me alegra muito fazer parte deste núcleo e receber apoio em meu mandato.” Ela tem se dedicado ao meio ambiente.

TIME. O ex-ministro Napoleão Maia, que se aposentou em dezembro do STJ, é o mais novo sócio do Carneiros e Dipp Advogados, banca fundada pelo advogado Rafael Carneiro e integrada pelo ex-ministro Gilson Dipp.

PRONTO, FALEI. Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

“Vivemos em um país onde a cúpula do Congresso acha razoável dissimular os caminhos do dinheiro público”, sobre as emendas do orçamento secreto.”

 

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