Bolsonaro recruta exército de fiscais de urna

Bolsonaro recruta exército de fiscais de urna

Coluna do Estadão

12 Outubro 2018 | 05h30

Jair Bolsonaro e seu time de advogados na campanha presidencial/Divulgação

A campanha do presidenciável Jair Bolsonaro está recrutando eleitores para que atuem como fiscais no dia da votação. Somente no Ceará, 20 mil pessoas preencheram o cadastro. Quem for considerado apto passará por um treinamento para identificar crimes eleitorais, como boca de urna e compra de votos, além de problemas nas urnas eletrônicas. O candidato do PSL também reforçou sua equipe de advogados. São 20 profissionais que trabalharam para candidatos do PSL nos Estados e agora se concentram na eleição do capitão reformado.

Lupa. A equipe jurídica de Bolsonaro é coordenada pelo advogado Tiago Ayres. O advogado Aldairton Carvalho, que integra o time, explica que o recrutamento de fiscais se deve aos problemas identificados pela campanha no 1.º turno.

Na linha. O presidente do TRF-4, Thompson Flores, é um interlocutor assíduo de generais que participam da campanha de Bolsonaro. Em janeiro, o tribunal confirmou e aumentou a condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex.

Furando o bloqueio. Mantida a atual regra, apenas PT e PSL terão direito a presidir duas comissões temáticas na Câmara dos Deputados. É nos colegiados que se iniciam as votações de projetos de lei e emendas constitucionais.

Juntos venceremos. Para não perder espaço, partidos como PSDB, MDB e DEM, que reduziram muito suas bancadas, serão obrigados a formar blocos partidários. Hoje, essas siglas comandam as comissões mais importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Luto. A derrota na eleição presidencial não tirou o humor de Henrique Meirelles (MDB), que colocou R$ 52 milhões do próprio bolso na campanha. A tristeza veio por causa da morte do seu cachorro Tricca, que apareceu na sua propaganda eleitoral.

SINAIS PARTICULARES: Henrique Meirelles, candidato derrotado ao Planalto; por Kleber Sales

Anota aí. O PDT nega que tenha pedido cargos para apoiar Haddad. “Não queremos e não participaremos de qualquer governo futuro”, garante a sigla.

Ecumênico. Antes da visita de Fernando Haddad à CNBB, o pastor Silas Malafaia já havia sugerido a Bolsonaro procurar diálogo com outras correntes religiosas, inclusive a católica. Não quer que o presidenciável fique associado apenas aos evangélicos.

É a… Para conseguir o apoio dos governadores no 2.º turno, governadores aliados têm sugerido a Haddad prometer regularizar a securitização da dívida ativa nos Estados, o que poderia injetar de imediato R$ 200 bilhões na economia.

…economia. A medida serviria como aceno ao mercado também. A ideia é que os recursos sejam destinados para retomar mais de 20 mil obras paradas, muitas delas desde o governo Dilma Rousseff, para gerar empregos. O candidato ainda não disse se vai incorporar a ideia.

CLICK. Na reta final do governo, a primeira-dama Marcela Temer tem intensificado suas atividades. O presidente Temer até atualizou seu Twitter com imagem da mulher.

Marcela Temer, primeira-dama Foto: Instagram

Muito prazer. O programa eleitoral de rádio e TV recomeça hoje. Bolsonaro, que teve nove segundos no 1.º turno e agora terá 10 minutos por dia, vai dizer que foi pobre na infância e mostrar sua mulher, que é intérprete de libras, e a filha.

Atacar! Bolsonaro, que ontem recomendou a aliados que não falem com a imprensa, vai destacar na TV propostas polêmicas de seu adversário, como o marco regulatório da mídia. A assessoria de Fernando Haddad disse não saber como será seu programa.

PRONTO, FALEI! 

Gustavo Rocha, ministro dos Direitos Humanos

“A pauta de direitos humanos não tem dono, não é de direita nem de esquerda, é de todos. Tenho confiança que independentemente do resultado vamos avançar”, DO MINISTRO GUSTAVO ROCHA, DIREITOS HUMANOS.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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