Bolsonaro quer reforma da Previdência no primeiro semestre

Bolsonaro quer reforma da Previdência no primeiro semestre

Coluna do Estadão

09 de dezembro de 2018 | 05h30

Jair Bolsonaro, presidente eleito pelo PSL

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai intensificar o discurso pela aprovação da reforma da Previdência nos primeiros seis meses do seu governo. Após conversas com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro se convenceu de que é preciso ser mais assertivo pela aprovação da medida. O tema tem provocado um bate-cabeça na equipe de transição. Onyx Lorenzoni assustou o mercado ao dizer que Bolsonaro tem quatro anos para aprovar a medida. Depois de o deputado Eduardo Bolsonaro ter afirmado a investidores americanos que “talvez não consiga”.

Cansaço. Bolsonaro tem passado noites em claro. A insônia repercute na sua rotina. Com frequência, o presidente eleito é visto cochilando no carro durante o dia. Na semana passada, interrompeu a agenda por recomendação médica. Está descuidando da saúde.

Subiu de faixa. Escolhida para comandar o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves ganha R$ 5,4 mil como assessora de Magno Malta. Um dos menores salários do Senado. No ministério, ela receberá R$ 30,9 mil. Um aumento de 472%.

Pano para manga. A deputada federal eleita Joice Hasselmann (SP) afirmou a futuros colegas na Câmara dos Deputados que tem 85% de chance de ser a líder do governo Bolsonaro. A ambição tem feito a parlamentar bater de frente com colegas de partido pelo WhatsApp e redes sociais.

Deixa ela. Joice colou no futuro ministro Onyx Lorenzoni. Na semana passada, ele ficou em pé num jantar para que ela pudesse sentar. Detalhe: deputados haviam guardado a cadeira estrategicamente para acomodar o novo chefe da Casa Civil.

Batata quente. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), não deve pautar a Lei Geral de Telecomunicações neste ano. O texto de interesse das empresas de telecomunicações foi aprovado na Câmara em 2016, mas empacou no Senado.

Lavando as mãos. Eunício tem justificado que o atual governo “nunca pediu a votação e o futuro não se manifestou a respeito”.

Troca… O general Tomás Miguel Miné, chefe de gabinete do general Eduardo Villas Bôas, deixou o cargo. Vai comandar a 5.ª Divisão de Exército, em Curitiba. Para a vaga em Brasília, foi conduzido o general Richard Fernandez Nunes, atual secretário de Segurança da intervenção no Rio.

…de guarda. Richard deve ser mantido na condução do gabinete da Força pelo general Edson Pujol. O movimento marca o início da transição na área militar. Tomás e Richard são oriundos da tropa combatente e hábeis negociadores.

CLICK. Autor do parecer jurídico que trata a extinção do Ministério do Trabalho como inconstitucional, Moacir Barros foi candidato a deputado federal em Goiás pelo PDT.

É meu. Ao escolher o tucano Julio Semeghini como secretário executivo do Ministério das Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes ganhou a queda de braço com o governador eleito de São Paulo, João Doria, que também contava com ele.

SINAIS PARTICULARES: Marcos Pontes, futuro ministro; por Kleber Sales

Abrindo portas. O próximo ministro reuniu na última semana representantes do setor e causou boa impressão por saber ouvir. Bolsonaro apareceu de surpresa.

AGENDA DA SEMANA

Segunda-feira, 10

Presidente eleito, Jair Bolsonaro será diplomado no TSE

Os três auditórios do Tribunal Superior Eleitoral deverão ser utilizados para comportar os 700 convidados do evento.

Terça-feira, 11

Presidente do Tribunal de Contas da União toma posse

O ministro José Múcio assume o posto no lugar de Raimundo Carreiro. Ana Arraes será a vice-presidente da Corte.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM ROBERTO GODOY E TÂNIA MONTEIRO

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