Bolsonaro quer reduzir taxas do Minha Casa, Minha Vida

Bolsonaro quer reduzir taxas do Minha Casa, Minha Vida

Coluna do Estadão

13 Outubro 2018 | 05h30

Jair Bolsonaro Foto: Igor Estrela/Estadão

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) gravou um vídeo em que garante a continuidade do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Ao lado do atual ministro das Cidades, Alexandre Baldy, o capitão reformado prometeu manter o programa, considerou as taxas de juros cobradas pela Caixa Econômica Federal “um tanto quanto exageradas” e avaliou que pode até “ver se diminui esse valor para poder atender mais a população”. Bolsonaro também concorda em tentar acabar com fraudes e diminuir a burocracia para o acesso das famílias ao benefício.

Um basta. Ministro do governo Temer, Alexandre Baldy pediu para Bolsonaro combater as fraudes, os desvios e as burocracias do programa. O Ministério das Cidades enfrenta irregularidades no cadastramento, que é feito pelas prefeituras.

Minha trupe. Baldy visitou o presidenciável ontem à tarde em sua casa, no Rio de Janeiro. Estava acompanhado dos goianos recém-eleitos: senador Vanderlan (PP) e deputados Heuler Cruvinel (PP), Alcides (PP), Célio Silveira (PSDB) e Adriano do Baldy (PP).

Faça o que eu… Ao se movimentar para assegurar os programas sociais, Bolsonaro entra em uma área bem explorada pelo PT. Conselheiros de seu adversário, Fernando Haddad, sugerem dizer que ele seria o único a manter programas como o Bolsa Família.

Tem mais. Haddad vem sendo aconselhado também a frisar que seu oponente quer privatizar e vender para o estrangeiro o direito de explorar bens brasileiros.

Deu like. Governadores que apoiam Haddad propuseram a criação de um fundo para a segurança pública, com verba mínima reservada no orçamento, como acontece com o Fundeb, para educação. O petista pareceu gostar da ideia.

Meu aval. Na véspera de liberar o MDB no 2.º turno, o senador Romero Jucá jantou no Palácio do Jaburu com o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha, Moreira Franco e Carlos Marun.

Check up. Derrotado nas urnas, Alvaro Dias tirou licença médica para fazer uma bateria de exames. Volta ao Senado em um mês.

SINAIS PARTICULARES. Alvaro Dias, candidato à Presidência derrotado (Pode); por Kleber Sales.

Nunca! Recém-eleito senador por São Paulo, major Olímpio (PSL) foi um dos conselheiros a pedir que Bolsonaro não gravasse vídeo em apoio a João Doria (PSDB) na disputa ao governo de SP. “PSDB e PT são irmãos gêmeos, separados no parto. Eu não me abraço com meu carrasco”, disse.

Chapéu na mão. Com tantos integrantes históricos não reeleitos, a pressão pela eleição de Doria ganhou elemento a mais no PSDB paulista: acomodar tucanos sem mandato. Caso não se eleja, a missão sobrará para a prefeitura de Bruno Covas.

CLICK. Eduardo Paes (DEM) tenta colar em seu oponente, Wilson Witzel (Avante), a imagem de ficha suja por ter deixado a magistratura respondendo a processo no CNJ.

Reprodução Facebook Eduardo Paes

Tô… No retorno ao Congresso, parlamentares avaliaram que a alta taxa de renovação na Câmara afunda as chances de Michel Temer conseguir aprovar a reforma da Previdência.

…fora! Aqueles que não voltarão no ano que vem afirmam não querer retornar para suas bases eleitorais com o carimbo de ter mexido na aposentadoria dos trabalhadores.

Enquanto isso… Sem perspectiva de votar a reforma, a intervenção no Rio, que impede apreciação de PECs, segue até 31 de dezembro.

PRONTO, FALEI!

“Se quiséssemos cargos, iríamos barganhar com quem está a frente nas pesquisas”, DO SENADOR ELEITO (PDT-CE) E IRMÃO DE CIRO GOMES, sobre uma eventual oferta do PT ao PDT em troca do apoio no segundo turno.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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