Bolsonaro quer enxugar cargos no Meio Ambiente

Bolsonaro quer enxugar cargos no Meio Ambiente

Coluna do Estadão

15 Novembro 2018 | 05h30

Presidente eleito, Jair Bolsonaro. Foto: Mauro Pimentel / AFP)

Empenhado em cortar pelo menos 30% dos cargos comissionados na estrutura do governo federal, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encomendou à equipe de transição o enxugamento do Ministério do Meio Ambiente. Os técnicos se debruçam sobre o organograma da pasta para descobrir secretarias que estão sobrepostas à da Agricultura e que podem ser extintas. A previsão é de que o levantamento seja entregue ao futuro presidente até a última semana de novembro, quando ele deve anunciar o nome do ministro que comandará a pasta.

Mudei de ideia. Recentemente, Bolsonaro anunciou a fusão do Meio Ambiente à Agricultura, mas recuou após reclamações de ambientalistas. O Ministério do Trabalho, que também será mantido após polêmicas, deve seguir a tendência e ter estrutura mais enxuta.

Alerta. A bancada ambientalista na Câmara teme que o enxugamento da pasta influencie na palavra final de alguns temas relevantes para o Meio Ambiente. “É importante manter o ministério forte para que ele desempenhe seu papel”, diz Alessandro Molon (PSB-RJ).

Cronometrado. A expectativa no entorno de Bolsonaro é de que todos os nomes do primeiro escalão sejam divulgados até 10 de dezembro, data da diplomação dele como presidente no Tribunal Superior Eleitoral. Até agora já foram apresentados oito ministros.

Próximos passos. Depois de conversar com Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro agendou encontro com Luciano Bivar (PSL) na semana que vem para tratar da presidência da Câmara. Os dois vão definir se a sigla terá candidato próprio, apoiará algum aliado ou caminhará com Maia.

Currículo. Anunciado ontem, o futuro chanceler Ernesto Araújo enfrentou resistência entre conselheiros militares do presidente eleito. Era visto como empecilho o fato de nunca ter chefiado uma embaixada.

Amizade antiga. Futuro ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva tem relações de longa data com o novo chefe. Os dois almoçaram juntos, em Brasília, antes mesmo de o presidente eleito ter sido esfaqueado em Juiz de Fora (MG).

SINAIS PARTICULARES. General Fernando Azevedo e Silva, futuro ministro da Defesa; por Kleber Sales.

Prenúncio. Ex-ministro da Saúde de Temer, Ricardo Barros também lidou com ameaça do governo cubano de tirar os profissionais do Mais Médicos do Brasil. À época, o alto número de judicialização dos estrangeiros para receber o salário integral e abandonar Cuba irritou aquele país, que cogitou abortar o programa.

Segura. O ministro Gilberto Occhi quer retardar ao máximo a retirada dos cubanos do Mais Médicos do Brasil. Ninguém da Opas ou do governo cubano conversou com Occhi sobre o cronograma.

CLICK. João Jorge, presidente do PSDB municipal, formalizou pedido de expulsão do ex-governador Alberto Goldman à direção nacional. Ele declarou voto em Paulo Skaf.

Está na mesa. Em reunião com o senador José Serra (PSDB-SP), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), recebeu a sugestão de Mauro Ricardo para assumir a Secretaria de Governo da Prefeitura. Mauro é ex-secretário da Fazenda de Beto Richa, no Paraná.

Sai de perto. Auxiliares do ministro Luiz Fux (STF) têm advertido repórteres para não abordá-lo nos corredores do tribunal. Fux é o relator de ações sobre auxílio-moradia e do caso Cesare Battisti.

PRONTO, FALEI!

Governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Foto: Luis Felipe Matos/Estadão

“O Brasil tem muita centralização de recursos e competências. Temos de estar articulados com o governo federal”, DO GOVERNADOR ELEITO DO RIO GRANDE DO SUL, EDUARDO LEITE, sobre reunião de Bolsonaro com governadores.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) E REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E PEDRO VENCESLAU

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