Bolsonaro e Haddad têm o mesmo discurso para vitória e derrota

Bolsonaro e Haddad têm o mesmo discurso para vitória e derrota

Coluna do Estadão

28 de outubro de 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES: Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, presidenciáveis; por Kleber Sales

Antagônicos na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) planejam um discurso no mesmo tom caso vençam a eleição deste domingo. Os dois candidatos vão defender a unidade do País como algo imprescindível para enfrentar sobretudo a crise econômica. “Pode ter certeza que vamos falar isso”, disse na sexta o capitão reformado e líder das pesquisas a uma rádio da Paraíba. Por outro lado, o pronunciamento da derrota também traz pontos em comum: quem perder a eleição vai automaticamente se colocar na oposição.

Ele começou. A porta de saída para o discurso da unidade nas duas campanhas será o de que apenas reagiram a provocações. Aliados de Bolsonaro brincam que o discurso dele, caso vença, será na linha de “desarmar os adversários”.

Pressa. Haddad acompanhará a apuração dos votos em um hotel em São Paulo. Quer sinalizar de imediato a construção de pontes porque acredita que, se ganhar, será por uma diferença apertada de votos.

Tchau, PT. O presidente licenciado do PSL, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), calcula que a bancada da sigla na Câmara passará dos 60 deputados a partir de 1.º de fevereiro. Com isso, desbancaria o PT, que elegeu 56, tornando-se o maior partido da Casa.

Vamos ver. Para não perder sua posição no ranking para o PSL, os petistas também vão buscar filiar deputados de siglas que não alcançaram a cláusula. Não poderão contar com o PCdoB. “Zero hipótese de fusão”, diz Orlando Silva.

Fui. No Senado, o troca-troca deve começar antes mesmo da posse dos eleitos, em fevereiro. Eleito pela Rede, o delegado Alessandro Vieira já avisou ao partido que está de malas prontas para o PPS. A sigla de Marina Silva não atingiu a cláusula de barreira.

De fora. Se vencer a eleição, Bolsonaro vai nomear um nome do mercado na presidência do Banco do Brasil. O candidato tem dito que é “coisa de petista” colocar funcionário da casa na presidência. A ordem é tornar a instituição mais competitiva.

Lupa. O triplex de mil metros quadrados que pertenceria a Teodoro Obiang, vice-presidente da Guiné Equatorial, foi comprado pela Nova Forma Soluções Imobiliárias S/A por R$ 15,19 milhões. Desde 2008, a firma tem três offshores como sócias, uma nos EUA e outra na Suíça.

Pelo mundo. As acionistas são: Olek Services INC, Mojo Trade & Investments e Iscorp Institutional Investors Services. A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo investiga suposto crime de lavagem de dinheiro cometido por Obiang no Brasil.

CLICK. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo divulgou nas redes sociais a informação de que quem não participou do processo eleitoral no 1º turno pode votar hoje.

TWITTER: TSE

Palanque. Dos líderes nas pesquisas para os governos estaduais – em SP há empate –, nove apoiam Bolsonaro e dois Haddad. Outros quatro são neutros.

Panela de pressão. A segurança pública em Roraima preocupa o Planalto. A crise será um problema que o presidente eleito terá de enfrentar ainda durante o atual governo Temer.

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COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

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