Bolsonaro deve vetar artigo sobre médicos na lei do Código de Trânsito Brasileiro

Bolsonaro deve vetar artigo sobre médicos na lei do Código de Trânsito Brasileiro

Coluna do Estadão

13 de outubro de 2020 | 05h00

Bolsonaro disse que o governo vai trabalhar com o Congresso para controlar despesas e abrir espaço para investimentos. Foto: Adriano Machado/Reuters – 12/8/2020

Jair Bolsonaro deve sancionar até quarta-feira, 14, a Lei de Trânsito. A expectativa é de veto ao artigo que exige a realização de exames psicológicos e médicos realizados por especialistas em psicologia e medicina do tráfego.

Como fica. No Planalto, o trecho é visto como reserva de mercado. Mas, mesmo que o presidente vete, será preciso ainda mudar uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), na qual o artigo foi inspirado.

Pera lá. O relator do projeto de lei na Câmara, Juscelino Filho (DEM-MA), defende a existência de ampla maioria na Casa favorável ao artigo. E, se o veto acontecer, promete trabalhar pela derrubada no plenário.

Cedendo. O projeto é considerado tão importante para Bolsonaro que ele próprio foi levá-lo ao Congresso. Sinaliza os novos ventos do Planalto: pontos muito polêmicos, como o da cadeirinha de criança, ficaram de fora, mas o aumento da validade da CNH ficou.

‘Xá’ comigo. A Polícia Federal ofereceu ajuda à força-tarefa paulista nas buscas pelo líder do PCC André do Rap, mas o governo de São Paulo não quis saber. O criminoso está foragido desde que teve soltura autorizada pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello. 

Com a palavra. A Polícia Civil de São Paulo procurou a Coluna para afirmar que está em cooperação, trocando inteligência com a Polícia Federal desde o final de semana.

Barrados no baile. Até o segundo turno das eleições, a ordem do Planalto é não deixar candidatos participarem de eventos com Bolsonaro (o que, claro, não deixou aliados contentes). 

PRONTO, FALEI!

Carla Zambelli. FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Carla Zambelli, deputado federal (PSL-SP): “Esperamos que o plenário do STF fixe a tese que não leve à soltura automática de criminosos perigosos. A sociedade não pode ficar vulnerável.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU DANIEL WETERMAN.

Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: