Bolsonaro deve forçar polarização em SP

Bolsonaro deve forçar polarização em SP

Coluna do Estadão

26 de setembro de 2020 | 05h00

Foto: Andre Coelho / The Washington Post

A cada vez mais iminente entrada de Jair Bolsonaro em cena nas eleições municipais faz estrategistas dos principais candidatos a prefeito de São Paulo estudarem como o fenômeno da polarização, que divide (e apaixona) os brasileiros, deve influenciar o voto do eleitor paulistano. Na largada, existe a percepção de que “polarizar” com Celso Russomanno (Republicanos), o líder nas pesquisas, poderá ser uma boa para candidaturas do campo contrário ao presidente, como Bruno Covas (PSDB), Márcio França (PSB ) e Guilherme Boulos (PSOL).

Olha só. De olho na polarização, Covas pretende dar toques progressistas a seus programas na TV. Mostrará, por exemplo, os CEUs da atual gestão, todos com nomes de personalidades negras. A ideia também é engajar a ex-petista Marta Suplicy na campanha.

Risco. Forçar uma polarização com Russomanno (apoiado por Bolsonaro), porém, embute riscos: o revide poderá ser na mesma moeda, o que aumentaria ainda mais a rejeição de Covas, por exemplo.

Natural. No caso de Boulos, a polarização com Russomanno será inevitável, ainda mais porque, se ele não assumir esse espaço, Jilmar Tatto (PT) assumirá.

Período… Wilson Pedroso deixa hoje o Palácio dos Bandeirantes para se dedicar integralmente à coordenação da campanha de Bruno Covas à reeleição.

…integral. Pedroso, tucano da nova geração, transita bem entre partidos da coligação e é tido como construtor de pontes dentro e fora do próprio PSDB.

Largada. Amanhã, Pedroso e Covas estarão juntos no “Webinar da Arrancada”, promovido pelo Diretório Municipal do PSDB.

Dupla experiente. O ex-deputado federal Beto Albuquerque (RS) e o ex-ministro Aldo Rebelo vão ajudar na coordenação da campanha de Márcio França (PSB) em São Paulo.

Novidade. A candidata da Rede à Prefeitura, Marina Helou, 33 anos de idade, aposta na sustentabilidade e renovação da política. “Não é possível construir um futuro com promessas e políticos do passado.”

SINAIS PARTICULARES.
Marina Helou, deputada estadual e candidata a prefeita de São Paulo

Ilustração: Kleber Sales

Merecido descanso. O decano Celso de Mello confidenciou recentemente a um amigo: quando se aposentar do Supremo Tribunal Federal, já em outubro próximo, “não quer nem ouvir falar em direito”.

Vixe. Há temor nos mundos jurídico e político de que a pequena antecipação da data de aposentadoria do decano provoque pirotecnia e piruetas por parte de quem sonha em ocupar a vaga dele no Supremo.

CLICK. Tabata Amaral (SP) vai apoiar a cientista política e ativista pelo combate às desigualdades Malu Molina (Cidadania) na disputa por vaga de vereador em SP.

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Parceria. O Ministério da Justiça assina no mês que vem o convênio interinstitucional com a Universidade de Salamanca (Espanha) para que profissionais de segurança pública, tanto federais quanto estaduais, possam fazer mestrado e doutorado na instituição, conforme mostrado pela Coluna anteriormente.

Formação. Os temas prioritários são: combate à corrupção, políticas de integridade, políticas públicas e governança global. O acordo não gera despesas para o ministério, já que os alunos devem custear suas estadias. Doze agentes já iniciam os estudos em outubro.

BOMBOU NAS REDES! 

Deputado Marcelo Ramos. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Marcelo Ramos, deputado federal (PL-AM): “Governo quer desonerar a folha, fazer programa de renda mínima, ter recursos pra investimento público em obras, mas não quer cortar despesas e quer reforma tributária neutra? Alguém me explica essa conta! Cheiro de aumento de tributo pro bolso dos brasileiros.”

COM ALBERTO BOMBIG E MARIANA HAUBERT. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E PEDRO VENCESLAU.

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