Bolsonaristas veem base fora de controle e preveem mais embates com STF após bloqueio do Telegram

Bolsonaristas veem base fora de controle e preveem mais embates com STF após bloqueio do Telegram

Camila Turtelli e Matheus Lara

19 de março de 2022 | 05h00

Telegram foi bloqueado no País por determinação do ministro Alexandre de Moraes a pedido da PF nesta sexta, 18. Foto: Divulgação/Telegram

Bolsonaristas correm em círculos atrás de possíveis soluções para o bloqueio do Telegram no País. O clima entre lideranças é de que aplicativos alternativos como Gettr, Parler e Signal também poderão ser alvo de suspensões, sobretudo diante da animosidade de influenciadores de direita mais barulhentos, que devem aproveitar a sanção do Telegram para iniciar nova saraivada de ataques contra o STF. “Se há perfis problemáticos, postagens criminosas, que esses perfis e postagens sejam excluídos. É um precedente preocupante e, por estarmos em ano eleitoral, fica difícil deixar de fazer uma avaliação política”, disse à Coluna a deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB-SP).

SEM CHANCE. Conter os ânimos na base bolsonarista não será tarefa fácil. Principalmente porque mesmo lideranças se recusam a baixar o tom e reconhecer deslizes nas guerras de narrativas, como nos casos de divulgação de fake news.

NA BRONCA. Do deputado estadual Gil Diniz (PL-SP): “Vamos continuar usando outras redes. Podem até tentar censurar uma ferramenta, outras surgirão”. Do federal Marco Feliciano (PL-RJ): “Hoje é o Telegram. Amanhã será qualquer veículo que discordar do Partido do Judiciário”.

VEM PRA CÁ. A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) aproveitou a situação para criar um banco de dados em seu site e pediu para os apoiadores deixarem seus contatos. “Precisamos que vocês entrem em contato conosco de alguma outra forma”, disse aos seguidores.

CLICK. Michelle Bolsonaro, primeira-dama

Michelle vestiu farda da PF em encontro de mulheres da corporação. Pré-campanha do marido, Jair Bolsonaro, tenta reduzir rejeição entre mulheres.

FICA, VAI TER BOLO. O presidente do PSDB em São Paulo, Fernando Alfredo, se diz ainda confiante na permanência do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, no partido. “É um excelente quadro para o futuro do partido”, disse.

AQUI, NÃO. Alfredo, no entanto, não esconde mágoa com o grupo que tenta reverter o resultado das prévias vencidas por João Doria. “Como esses antigos caciques tomavam decisão? Na casa de um ou de outro, em algum restaurante caro, tomando vinho e fumando charuto. Não é mais assim”.

VIOLÊNCIA. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou projeto para ampliar a abrangência do censo para obter dados sobre diferentes tipos de violência. “Teremos os índices de qualquer tipo de agressão realizada com a garantia do sigilo empregado pelos pesquisadores”, disse.

PROFESSOR. O empresário Andrea Matarazzo é o novo coordenador da grade de especialização da Faculdade do Comércio de São Paulo.

NA MOITA. Fontes acreditam que o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, pôde atuar fora dos holofotes, enquanto o País se preocupava com a pandemia e crise econômica. Reportagem do Estadão ontem revelou que lideranças evangélicas passaram a atuar em nome da pasta.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Milton Ribeiro, ministro da Educação

PRONTO, FALEI! José Luiz Penna, presidente do PV

“Ao entregar a medalha do Mérito Indigenista ao presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, demonstra ser o ministro da injustiça”

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