Base aliada se rebela e faz ameaça a votações

Base aliada se rebela e faz ameaça a votações

Coluna do Estadão

07 de outubro de 2016 | 05h00

Coluna do Estadão / Sinais Particulares/ rodrigo maia

Sinais Particulares: Rodrigo Maia, presidente da Câmara

Na fotografia, pode até parecer que a base do governo está unida, mas há um tsunami em curso. Depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avisar que não aceitaria ser tratado como palhaço, foi a vez de o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) dizer do plenário que o governo está de “sapato alto” e atende mal sua base. “Eu vi vários parlamentares se queixando: ‘por que eu vou ficar votando? Eu estou até agora no governo e não tenho um cargo’. Os que votaram contra o impeachment, que foram do governo passado, estão se locupletando!”

O discurso, na madrugada de ontem, foi em reação a segunda tentativa frustrada do governo de reunir quórum para aprovar crédito ao Fies. “A culpa é do sapato alto. A culpa é do mau atendimento à base do governo. É preciso que a gente faça a mea culpa e tenha humildade pra isso”.

Sobrou até para o petista Aloizio Mercadante. “Nós criticamos o Mercadante e não podemos aceitar a repetição dos ‘Mercadantes’ neste governo, disse Heráclito, numa referência à decantada arrogância do ex-ministro de Dilma.

O deputado Celso Pansera engrossou o coro: “Tem irmão de ministro que não registrou uma (presença em) votação hoje à noite”, disse, em referência ao deputado Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro Geddel Vieira Lima. “Essa liderança de governo tem que decretar sua falência.”