Barroso pede dados sobre eleições na Coreia

Barroso pede dados sobre eleições na Coreia

Coluna do Estadão

18 de maio de 2020 | 03h00

Ministro Luís Roberto Barroso. FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

O ministro Luís Roberto Barroso, prestes a assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, pediu ao futuro assessor internacional do tribunal, José Gilberto Scandiucci, informações sobre como outros países têm lidado com suas eleições durante a pandemia. Ele tem especial interesse no exemplo da Coreia do Sul. O país asiático é um “case” de sucesso no enfrentamento da covid-19 e realizou eleições com um protocolo sanitário: determinou o uso de máscaras, luvas e distanciamento. A palavra final sobre as eleições, porém, será do Congresso.

Vai rolar. O TSE já instituiu um grupo de trabalho para analisar o impacto da pandemia. No seu último relatório, divulgado semana passada, a conclusão foi: “a Justiça Eleitoral, até o presente momento, tem condições materiais para a implementação das eleições no corrente ano“.

Parceiros. Bolsonaro não está sozinho. Na forte crença de que a cloroquina é a solução, tem a companhia de Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela. Na pregação contra o isolamento social, repete Ortega, presidente da Nicarágua.

SINAIS PARTICULARES
Davi Alcolumbre, presidente do Senado

Kleber Sales

Saudade. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve discutir com seus pares a possibilidade de retomada dos trabalhos presenciais da Casa apenas no fim deste mês. Havia expectativa de que os senadores pudessem voltar a Brasília já em junho, mas não deverá rolar.

Sem refresco. Na contramão do governo Bolsonaro, o deputado estadual Heni Ozi Cukier (Novo-SP) protocolou projeto que endurece penas para o agente público estadual que cometer ato ilícito ou de desvio durante o período de pandemia ou em estado de calamidade.

Ação. O Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou até agora na gestão Bolsonaro 26 leilões, em nove Estados, em que foram vendidos mais de mil bens apreendidos de traficantes de drogas. No total, foram arrecadados cerca de R$ 9,5 milhões.

CLICK. Mau gosto sem limites na manifestação bolsonarista: um caixão foi levantado em Brasília, no final de semana em que o País atingiu 16 mil mortes por covid-19.

Joédson Alves/EFE

Bem… Na reunião ministerial de 22 de abril, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou, segundo relatos, que a pandemia de covid-19 é uma “histeria” provocada pela imprensa e disse que, se pegar a doença, vai tomar um litro de hidroxicloroquina.

…na fita… A fala foi vista como mais uma demonstração de alinhamento dele com o presidente Jair Bolsonaro, o que aumentou seu passe na bolsa de apostas de quem pode assumir a Economia caso Paulo Guedes deixe o cargo

….do chefe. O presidente da Caixa conta ainda com a simpatia da ala militar do governo. Os generais palacianos nunca caíram de amores pela política liberal de Guedes. Contudo, o mercado financeiro vê com ressalvas a possibilidade de Guimarães assumir o Ministério da Economia.

Metrô lotado, não. Deu Alexandre Baldy no embate com Bruno Covas em torno da ampliação do rodízio na capital paulista. O secretário de João Doria sabia o que estava falando.

PRONTO, FALEI!

Foto: Reprodução Facebook/José Luiz Penna

José Luiz Penna, presidente do PV: “Das investigações instauradas pelo STF contra o presidente Jair Bolsonaro, apenas um sobreviverá. Torço para que seja o Supremo Tribunal Federal.”

COM REPORTAGEM DE MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA (O EDITOR ALBERTO BOMBIG ESTÁ EM FÉRIAS)

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