Auxiliares de Temer negam pressão política para recuo na Cultura

.

Daniel Carvalho

21 de maio de 2016 | 15h23

Auxiliares do presidente em exercício, Michel Temer, dizem que o recuo que transformou a Secretaria Nacional de Cultura em Ministério da Cultura se deveu à pressão da classe artística e não da classe política. Nomes como o ex-presidente José Sarney, criador da pasta em seu governo, e do presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB, estavam pressionando.

De acordo com interlocutores de Temer, ele quis demonstrar que, “ao contrário do governo anterior”, sua gestão está aberta ao diálogo e não é “intransigente”.

O recuo foi acertado na manhã deste sábado, 21, em conversa por telefone, já que Temer está em São Paulo e Mendonça Filho, ministro da Educação, pasta à qual a Secretaria de Cultura ficaria atrelada, está no interior de Pernambuco.

Inicialmente, Temer era contra o recuo para evitar pressão de outros setores para que o mesmo ocorresse com antigos ministérios que, na atual gestão, foram transformados em secretarias.

Mais conteúdo sobre:

Mudança