Aumento nos casos de mulheres mortas em casa acompanha crescimento de registro de armas, mostra estudo

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Aumento nos casos de mulheres mortas em casa acompanha crescimento de registro de armas, mostra estudo

Marianna Holanda

11 de junho de 2019 | 08h00

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Mesmo antes do  decreto de Bolsonaro, que flexibiliza a posse de armas, um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz, a pedido da Coluna, mostra que a proporção de mulheres mortas em casa acompanhou o aumento de pessoas com posse de armas.

Em três anos, o número de pessoas com armas cresceu 17,9%, enquanto o aumento de homicídios de mulheres em casa aumentou 26,2%.

O Instituto cruzou dados da Polícia Federal, de armas registradas em nome de civis, com as informações do Atlas da Violência, de 2014 e 2017 (informações mais atualizadas disponíveis).

O homicídios de mulheres, no geral, não cresceu na mesma proporção: 7,9%. O gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, sugere uma explicação: “Para a violência contra a mulher, que é um tipo mais comum em ambiente doméstico, a posse de arma acaba puxando o número de homicídios”.

Apesar de acompanhar proporcionalmente, o número de mulheres mortas em casa ainda é muito inferior ao registro de civis com armas, numericamente falando – 583 contra 328 mil, respectivamente, em 2017.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Luisa Canziani (PTB-PR), disse que “é importante impedir que agressores possam adquirir armas de fogo, uma vez que 40% dos feminicídios são cometidos com o uso deste artefato”.

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