Aumento de impostos amplia rejeição a Temer

Aumento de impostos amplia rejeição a Temer

Coluna do Estadão

23 de julho de 2017 | 05h30

André Dusek/Estadão

Monitoramento do governo nas redes sociais identificou na alta do tributo dos combustíveis o pior cenário de rejeição de Michel Temer desde a crise gerada pela gravação do presidente,  por  Joesley Batista, nos porões do Jaburu. O repasse imediato do aumento para o preço nas bombas de gasolina incendiou a internet e forçou o governo a repensar a estratégia para amenizar o impacto negativo. Para aliados, o que pegou mal mesmo foi a frase de Temer dizendo que o “povo vai entender” o reajuste. A medida  aumentou a irritação na base aliada.

Para compensar. O Planalto espera que a queixa contra os impostos diminua um pouco com o anúncio da redução dos juros em um ponto porcentual esta semana.

Socorro. Na reunião feita no Planalto para discutir a crise da segurança no Rio, o chefe do GSI, Sérgio Etchegoyen, admitiu que tem recebido cobranças de familiares que moram no Estado. Pelo Whatsapp, tem sido questionando sobre o aumento da violência.

Quentinha. Único deputado na comitiva para a Argentina, o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), levou leitão com farofa de carne seca para jantar no avião com Temer e sua equipe.

Esticadinha. Os ministros Bruno Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) prolongaram a estadia em Mendoza e não voltaram ao Brasil. Só Henrique Meirelles (Fazenda) retornou por causa da péssima repercussão do aumento dos impostos.

Agora vai. Presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) vai atender ao pedido do senador José Serra (PSDB-SP) e instalar uma comissão para discutir a reforma política no Senado na primeira semana de agosto.

Em aberto. A relatoria da comissão deve ser entregue a Serra, que defende o sistema distrital misto e o parlamentarismo. A presidência não está definida.

SINAIS PARTICULARES – JOSÉ SERRA
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

Volto logo. Eunício avisou a Temer que vai ficar uns dias fora. Vai visitar a filha que mora no exterior.

Sonequinha. Para que Michel Temer pudesse descansar na longa viagem à Alemanha no Boeing 767, usado para o transporte de tropas, a FAB improvisou um colchonete sobre três poltronas nas últimas fileiras do avião. Com isso, Temer dormiu sossegado.

Conforto. Já para a viagem oficial à Argentina, o presidente Michel Temer usou o Airbus 319, o famoso Aerolula, que tem cama e chuveiro.

Papéis na mesa. O Cade já começou a análise da compra da The Body Shop pela Natura. O órgão terá 240 dias, prorrogados por mais 90, para analisar a operação. A aquisição envolveu 1 bilhão de euros.

Recálculo. Autoridades do governo que avaliam o acordo de leniência da Camargo Corrêa querem que a empresa devolva aos cofres públicos bem mais que os R$ 700 milhões acertados com a Lava Jato. Alegam que a empreiteira desviou montante muito maior que o pactuado com os procuradores da República como forma de compensar o País pelo envolvimento em esquemas de corrupção.

Sessão da tarde. Em reunião da bancada na Câmara, tucanos tiveram de passar por uma iniciação. Antes da definição sobre os rumos do PSDB, deputados assistiram a filminho sobre a fundação da legenda.

CLICK. O prefeito de Salvador, ACM Neto, recebe o número 1 como primeiro inscrito para a Maratona de Salvador. “O número indica a minha colocação”, brincou.

Foto: Instagram ACM Neto

 

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