Até líderes do centro minimizam desgaste de Bolsonaro pela Ômicron

Até líderes do centro minimizam desgaste de Bolsonaro pela Ômicron

Alberto Bombig, Camila Turtelli e Matheus Lara

09 de janeiro de 2022 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: EVARISTO SA/AFP

Apesar de o senso comum indicar que uma nova onda da covid-19 pode ampliar o desgaste de Jair Bolsonaro, auxiliares diretos do presidente, líderes do Centrão e até expoentes do centro político avaliam que a pandemia não figura hoje na lista dos piores problemas eleitorais do Planalto. Em linhas gerais, os argumentos convergem para algo na linha “a pandemia é um desgaste antigo, já precificado eleitoralmente”. Claro, um forte aumento na quantidade de mortes ou o esgotamento dos sistemas de saúde podem mudar o cenário. Mas, por ora, ganha força, em privado entre políticos, a ideia de que Ômicron é uma variante menos letal e uma espécie de “mal necessário” no fim do pesadelo.

A VER. Há também a leitura de que o negacionismo de Bolsonaro pode se misturar com uma situação da pandemia que parece incontrolável, afinal, o mundo todo sofre com a Ômicron. Ou seja, a inércia do presidente seria diluída aos olhos de parcela do eleitorado.

A VER 2. É maior o medo do desgaste causado pela insensibilidade de Bolsonaro no final de ano de tragédias da chuva do que pela covid-19.

CIRINA. O PDT se movimenta para ter Marina Silva (Rede) como vice de Ciro Gomes.

CIRINA 2. “O ‘Cirina’ representaria a personificação do desenvolvimento econômico com a sustentabilidade. Certamente, é o que há de mais moderno e necessário para ingressarmos no século 21”, afirma Antonio Neto, presidente do diretório paulistano do PDT.

INICIATIVA. Tabata Amaral (PSB-SP) propôs a criação de um sistema nacional de vigilância em saúde. A deputada apresentou um projeto de lei sobre o tema no final do ano passado e tem esperança de que o texto tramite no Congresso.

INICIATIVA 2. “A pandemia do coronavírus explicitou a falta de um instrumento legal para dar maior segurança jurídica às ações de enfrentamento da doença. Isso ficou evidente diante da gestão desastrosa e da falta de comando do governo”, afirmou Tabata à Coluna. “Espero apenas que o projeto seja aprovado e sancionado.”

DE MOLHO. Tabata, conforme ela mesma divulgou em suas redes sociais, é uma das vítimas da nova onda da covid-19 no Brasil, impulsionada pela variante Ômicron. O prefeito João Campos (PSB), do Recife, namorado da deputada, também testou positivo.

NÃO OLHE… Henrique Mandetta e Nelson Teich deixaram a Saúde na primeira onda da covid-19. Eduardo Pazuello não durou até o final da segunda onda, em 2021, mesmo sendo amigão de Jair Bolsonaro.

…PARA TRÁS. Gente graúda do Centrão acha que Marcelo Queiroga precisará mostrar algo mais do que apenas copiar atitudes de Bolsonaro. O presidente já deu mostras de que, se precisar, usará o cargo dele como um fusível contra a crise.

SINAIS PARTICULARES
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES

PRONTO, FALEI!

Roberto Freire. FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Roberto Freire, presidente do Cidadania: “Lula usa Alckmin pra vender moderação e enganar a opinião pública, mas está num processo de radicalização. É puro oportunismo. Não há movimento concreto em direção ao centro, só encenação. E o retorno da velha esquerda estatizante e admiradora de suas ditaduras anacrônicas.”

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João Doria e FCH
Governador e ex-presidente

Presidenciável do PSDB esteve no apartamento de Fernando Henrique Cardoso neste sábado, 8, para tratar das eleições em São Paulo e no Brasil.

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