Ataque nas redes faz Doria definir estratégia

Ataque nas redes faz Doria definir estratégia

Coluna do Estadão

09 de outubro de 2019 | 05h00

Governador João Doria. FOTO: ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO

João Doria tem sido aconselhado por assessores e secretários a evitar “entrar na pilha” do bolsonarismo, ou seja, a não rebater toda e qualquer declaração do presidente ou de seus súditos. As respostas que forem necessárias devem ser firmes, porém “republicanas” e “educadas”. O governador de SP foi vítima recentemente de fortes ataques, inclusive de deputados do PSL, nas redes sociais. A estratégia de Doria será, pelo menos em teoria, falar menos e fazer mais. O tucano e seu entorno acreditam ser esse o melhor modo de se contrapor a Bolsonaro.

Em nome do pai. O mais forte ataque partiu do deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 e presidente do PSL-SP, num forte indicativo que não haverá trégua daqui até 2022.

Direto no queixo. A declaração de Jair Bolsonaro a um apoiador a respeito de Luciano Bivar foi interpretada no PSL como a mais forte estocada do clã familiar até agora em direção ao presidente do partido.

Plano B?. Há no PSL quem aposte em Eduardo Bolsonaro como alternativa para presidir o partido, caso a família fique. Questionado pela Coluna sobre essa possibilidade, o 03 abriu os braços, fez um “joinha” e não negou.

Cara… Questionados pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) a respeito da viagem de três dias que fizeram a Washington, Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Altineu Côrtes (PL-RJ) entraram numa saia-justa.

…na porta. A justificativa da viagem eram encontros com o Departamento de Justiça, a Comissão de Valores Mobiliários e parlamentares. Mas o Congresso americano estava em recesso. Altineu enfrentou o constrangimento de admitir que a missão não teve impacto algum na CPI.

Xi. O grupo não foi recebido por nenhum parlamentar. Em três dias em Washington, a CPI do BNDES teve apenas uma reunião com autoridades.

Alfinetada. Joice Hasselmann criticou abertamente ontem a falta de quórum dos senadores, responsabilidade de Fernando Bezerra, na sessão do Congresso convocada para votar crédito extra para emendas.

De olho. Embora Jair Bolsonaro tenha negado uma demissão iminente do ministro do Turismo, Marcelo Antônio, parlamentares viram na entrevista ao Estado uma senha do presidente de quem pode substituí-lo: Gilson Machado, o comandante da Embratur.

Vitrine. O ministro Paulo Guedes decidiu convocar entrevista para mostrar, para dentro e para fora do governo, tudo o que foi feito até agora. Previsão é de que seja semana que vem.

VIP. Da caravana do Senado rumo à canonização de Irmã Dulce, José Serra foi chamado pela sobrinha dela, Maria Rita Pontes. Em 2007, o então governador de SP entregou ao papa Bento XVI uma carta pedindo que o pontífice olhasse com carinho o processo.

Nuvem de lágrimas. O maior devoto da Irmã Dulce no Senado é o senador Otto Alencar. “É só falar nela que ele chora”, diz o colega Nelsinho Trad. Ele foi convidado a integrar a comitiva de Davi Alcolumbre para a canonização no domingo, mas não poderá ir por problemas pessoais.

SINAIS PARTICULARES. Otto Alencar, senador (PSD-BA); por Kleber Sales

Verdes. O papa Francisco recebe hoje no Vaticano o presidente do PV brasileiro, José Luiz Penna.

CLICK. Dias Toffoli com João Doria, Henrique Meirelles e Antonio Imbassahy. Na pauta, a Sabesp e o programa de privatização de empresas públicas de saneamento.

PRONTO, FALEI!

Lafayette de Andrada. FOTO: NAJARA ARAUJO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Do deputado federal Lafayette Andrada (Republicanos-MG): “Não estamos desidratando. Estamos aperfeiçoando e até incluindo dispositivos que endurecem o combate ao crime”, sobre o pacote anticrime de Sérgio Moro.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E JULIANA BRAGA. COLABOROU ELIANE CANTANHÊDE

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