Assessor pessoal de Dilma foi nomeado por Temer porque estava num limbo jurídico

Giles Azevedo continuará trabalhando apenas com a presidente afastada, mas com salário menor.

Marcelo de Moraes

13 de junho de 2016 | 15h10

A nomeação de Giles Azevedo para um cargo de confiança na Casa Civil, publicada hoje no Diário Oficial da União, foi feita para corrigir um problema administrativo que o colocava, tecnicamente, numa espécie de limbo político.

Assessor pessoal e homem de confiança da presidente afastada Dilma Rousseff, Giles tinha sido nomeado para a secretaria executiva do Gabinete Pessoal da Presidência, que ganhara status de ministério pouco antes do início do processo de impeachment. Ao ser afastada, Dilma teve o direito de requisitar um grupo de assessores da Presidência para trabalhar ao seu lado enquanto o impeachment é aprovado ou não. Giles foi um deles.

O problema é que o cargo de secretário-executivo ocupado por Giles foi extinto com o fim do Ministério do Gabinete Pessoal, durante as reforma promovidas pelo presidente em exercício Michel Temer. Assim, Giles foi cedido para trabalhar com Dilma mas estava sem cargo nenhum, já que sua vaga desapareceu junto com o Ministério.

Para que pudesse continuar trabalhando com Dilma, a solução foi a nomeação feita nesta segunda, dando a ele o cargo de assessor especial da Subchefia de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil. O detalhe: como secretário-executivo, Giles ganhava cerca de R$ 14 mil mensais. Na nova função, vai para cerca de R$ 11 mil. Mas trabalhará apenas com Dilma.

Tudo o que sabemos sobre:

Dilma

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.