Assédio do PL complica siglas da base de Bolsonaro; PP tem debandada em SP

Assédio do PL complica siglas da base de Bolsonaro; PP tem debandada em SP

Camila Turtelli e Matheus Lara

15 de março de 2022 | 05h00

O ministro Ciro Nogueira, que é presidente do PP. Foto: Adriano Machado/Reuters.

O avanço do PL sobre parlamentares da base de Bolsonaro tem deixado lacunas e até mesmo abismos em alguns partidos. O Progressistas do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, em São Paulo, por exemplo, vive uma debandada. Três dos quatro deputados da bancada paulista deixaram ou estão para sair do partido nesta janela partidária, restando apenas o presidente estadual, Guilherme Mussi, que não deve concorrer à reeleição. A legenda negociava a filiação de Eduardo Bolsonaro e de Carla Zambelli, ambos ainda no União, puxadores de votos bolsonaristas, para reforçar o PP. No entanto, as conversas esfriaram e a ida dos dois para o PL é dada como certa nos bastidores da sigla do presidente.

TCHAU. Ricardo Izar foi o primeiro deputado paulista a deixar o PP e se mudar para o Republicanos. Já Fausto Pinato está para selar sua ida para o União Brasil. Por fim, Guilherme Derrite deve ir para o PL.

RESTA UM. O PP em São Paulo deve apostar suas fichas no deputado estadual Coronel Telhada para a Câmara Federal. À Coluna, Telhada disse que a legenda deve eleger ao menos cinco deputados por São Paulo neste ano, com a entrada de novos nomes para o partido.

EU JÁ SABIA. À Coluna, Mussi diz que já era esperada uma reformulação dos quadros e que deve filiar de dois a três deputados nas próximas semanas.

JANELA… Enquanto isso, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, tenta conter as perdas do partido durante a janela partidária, que segue aberta até o início do mês que vem.

…ABERTA. O partido foi, até agora, o mais afetado pelo assédio do PL: dos 16 deputados que saíram, 13 foram para lá.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Luciano Bivar, presidente do União Brasil

DESESPERADOR. A Câmara realiza nesta terça-feira, 15, uma sessão solene pelos quatro anos do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. O evento foi um pedido do PSOL. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), que era amiga pessoal de Marielle, classifica como “desesperador” a falta de elucidação sobre o caso até hoje.

QUATRO ANOS. “Talvez esse seja um dos ataques mais frontais à democracia do último período. É muito vergonhoso a dificuldade de acesso às investigações por parte da família. É tudo frustrante. Temos uma execução política no meio do centro de uma capital brasileira, de uma vereadora eleita com mais de 45 mil votos. É desesperador”.

CLICK. Fernanda Melchionna, deputada federal (PSOL-RS)

Parlamentar (esq.) participou com a deputada estadual Luciana Genro (RS) de ato em memória aos quatro anos do assassinato de Marielle Franco.

BANDEIRANTES. Em São Paulo, a bancada do Republicanos segue dividida sobre seu apoio na disputa para o governo do Estado. Ala da sigla quer apoiar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (PL); outra, Rodrigo Garcia (PSDB).

AOS POUCOS. Relator do PL das Fake News, Orlando Silva (PCdoB) está buscando consenso entre senadores sobre o projeto. “Só podemos olhar para o Plenário da Câmara após pactuar o texto no Senado”.

PRONTO, FALEI! William De Lucca, influenciador digital

“Uma galera criticou o filme do Danilo Gentili quando ele foi lançado. O bolsonarismo, por defender automaticamente qualquer “politicamente incorreto” que aparece, saiu em defesa. Cinco anos depois, com Danilo adversário, acharam uma “cena de pedofilia” no filme que defenderam.”

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