As poucas reuniões de Bolsonaro e Pazuello

As poucas reuniões de Bolsonaro e Pazuello

Coluna do Estadão

25 de dezembro de 2020 | 05h00

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Desde que assumiu o cargo interinamente no Ministério da Saúde em maio, Eduardo Pazuello só teve oito reuniões na presença do chefe, Jair Bolsonaro, segundo registros da agenda oficial do Palácio do Planalto. Ou seja, uma média de pouco mais de uma por mês. No levantamento feito pela Coluna, não foram considerados os eventos em que os dois participaram juntos, como, por exemplo, a posse do general na pasta e o lançamento do Programa Nacional de Imunização (PNI). As reuniões em que estiveram a sós foram ainda mais raras: apenas três.

Ué? Nem sempre Bolsonaro foi tão distante. Ele se reuniu oficialmente mais vezes com os antecessores de Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta.

Cara… Com Teich, o presidente registrou em sua agenda 12 encontros oficiais. O médico ficou no comando da Saúde por menos de um mês.

…a cara. Do começo de março a 16 de abril, quando foi demitido, Mandetta teve 15 reuniões na presença de Bolsonaro. A queda do então titular da Saúde se deu pelas diferenças de entendimento quanto ao enfrentamento da pandemia.

Prioridades. A título de comparação: neste ano, o pastor Silas Malafaia teve só uma reunião a menos com o presidente do que Pazuello, totalizando sete encontros.

Como assim? Na semana passada, Bolsonaro voltou a dizer que a pandemia está no final, apesar de haver um número crescente de casos e de mortes. No total, o Brasil ultrapassou a marca das 190 mil vítimas.

Com a palavra. O Planalto e a Saúde foram procurados para comentar a frequência das agendas, mas não responderam.

A pandemia… Em junho, quando o País ultrapassava a marca de 35 mil mortos, Bolsonaro já tinha cavalgado, participado de manifestações, comido pastel em feira e até pilotado jet ski, a despeito das recomendações de isolamento.

…em ilustrações. De lá para cá, pouca coisa mudou. O presidente continua causando aglomerações por onde passa e agora tem desestimulado a vacinação contra o coronavírus.

SINAIS PARTICULARES.
Jair Bolsonaro, presidente da República

Ilustração: Kleber Sales

Bancada… Deputados do PSB que defendem a aliança com Rodrigo Maia (DEM-RJ) colocaram na conta de João Campos (PE) e JHC (AL) a pressão interna pelo apoio a Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela presidência da Câmara.

…rachada. O grupo favorável a seguir com Maia avalia que, como ambos assumirão as prefeituras do Recife e de Maceió, respectivamente, já buscam sinalizar para um bom relacionamento com o governo federal.

Ponte. Lira tem prometido ajudar na relação com o Executivo, sem ter de passar necessariamente pelo crivo do Planalto.

CLICK. Vereador eleito em BH, Nikolas Ferreira (PRTB) exibe “presentinho de Natal”: fuzil. Durante a pandemia, Bolsonaro facilitou a compra de armas de fogo.

Reprodução/Twitter

Reprint. O Livro das Suspeições, que reúne 31 artigos sobre supostas irregularidades de Sérgio Moro na Lava Jato, terá uma segunda edição pela editora Telha.

Como água. A primeira leva esgotou em quatro meses. Na versão digital, atingiu os 500 mil downloads. O Prerrogativas, que organiza a obra, quer distribuir exemplares em bibliotecas.

Despedida. Hoje se completam dois anos da morte do advogado Sigmaringa Seixas, homenageado no livro.

PRONTO, FALEI! 

Randolfe Rodrigues, senador (Rede-AP): “Neste ano atípico, abraços e grandes festas podem ficar para depois que isso passar. Por enquanto, pratiquemos amor, solidariedade e Natal a distância.”

COM REPORTAGEM DE MARIANNA HOLANDA (INTERINA) E MARIANA HAUBERT. 

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