Articulação política do governo quer ‘Economia solidária’ em 2020

Articulação política do governo quer ‘Economia solidária’ em 2020

Coluna do Estadão

12 de janeiro de 2020 | 01h00

Dida Sampaio / Estadão

A menos um mês da volta aos trabalhos no Congresso, membros da articulação política sonham com uma equipe econômica “menos independente” e “mais solidária” com o governo. A ideia deles é mudar o modus operandi do time de Paulo Guedes – que, claro, tem funcionado bem, diga-se: aprovou a reforma da Previdência. No atacado, o discurso soa uníssono. Mas, no varejo, interlocutores do ministro da Economia atuam de forma quase autônoma em relação ao restante do governo, combinando o jogo com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

Quem manda? O Planalto também fica no escuro: a equipe econômica anuncia a entrega da data de um projeto e, apenas na véspera, apresenta o texto para a articulação política, a cargo, principalmente, da Secretaria de Governo e dos líderes governistas no Congresso.

Será? Para interlocutores da articulação, esse é um dos motivos das várias cabeçadas no Congresso.

Pre-pa-ra. O governo quer aprovar longa lista de pautas econômicas: PEC Emergencial, reforma tributária, PEC dos municípios, reforma administrativa…

Famoso. Em linhas gerais, foram dois tipos de reação de governistas quando questionados sobre o novo articulador da Economia no Congresso, Esteves Colnago. Quem o conhece fez elogios. Os demais adotaram o modo “muito prazer”.

CLICK. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente, visitou a base naval de Pearl Harbor, durante férias no Havaí (Estados Unidos).

Instagram Eduardo Bolsonaro

Não… O Livres prepara ação contra a obrigatoriedade do alistamento militar aos 18 anos após ter conseguido a dispensa do serviço obrigatório de seu associado Emerqui Aguiar por “objeção de consciência”.

…com… Desde então, 37 pedidos de ajuda foram recebidos pelo movimento. Os motivos? “O governo atual recuperou a pauta militar. Além disso, no início do ano, normalmente há preocupação com o alistamento, diz Paulo Gontijo, presidente do Livres.

…essa farda. Gontijo quer uma PEC que derrube a obrigatoriedade do alistamento militar no País.

Vai tu. Se não conseguirem oficializar o partido a tempo, dirigentes do Aliança pelo Brasil veem com bons olhos o ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco, hoje filiado ao PSDB, como uma alternativa à direta em Recife.

Longe daqui. Em um cenário por enquanto dominado pela centro-esquerda na capital pernambucana, a direita bolsonarista também ensaia um flerte com o ex-ministro Mendonça Filho (DEM) na disputa pela prefeitura. A aproximação ainda encontra resistência da militância do Aliança.

SINAIS PARTICULARES
Mendonça Filho, ex-ministro da Educação

Kleber Sales

War. Estrategistas dos principais partidos de centro e de direita acham que Recife, Fortaleza e Salvador podem decidir as eleições de 2022 se estiverem dominadas pela esquerda.

Taokey. A sugestão de subsidiar a conta de luz de igrejas foi dada pela bancada evangélica ao próprio Jair Bolsonaro em dezembro.

Prioridades? Levantamento do Instituto Sou da Paz identificou que das cinco propostas legislativas enviadas à Câmara com urgência ano passado, duas eram sobre porte de armas.

PRONTO, FALEI!

Marco Feliciano. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Marco Feliciano, deputado federal (sem partido-SP): “Para o STF, programa apresentar Jesus como gay é liberdade de expressão, mas manifestação nas redes sociais pedindo impeachment de ministro é crime”.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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