Após recriação de ministério, deputados querem CPI para investigar Cultura

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Daniel Carvalho

21 de maio de 2016 | 19h13

Logo após integrantes do governo interino de Michel Temer confirmarem recuo com a decisão de recriar, na próxima terça-feira, 23, o Ministério da Cultura, deputados do DEM ligados a bancadas de perfil mais conservador anunciaram que tentarão criar CPIs para investigar o setor. O partido é o mesmo do ministro Mendonça Filho, da Educação, pasta à qual a Cultura estava atrelada.

“A partir do dia 23, estarei coletando assinaturas para a CPI do Ministério da Cultura. Vamos ver o que tem por trás desses artistas patriotas!”, disse o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), integrante da chamada “bancada da bala”, no Twitter.

“Vou colher assinaturas para uma CPMI da Lei Rouanet”, disse o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que faz parte da “bancada religiosa”. “Uma meia dúzia de artistas milionários, que mora na Zona Sul e Barra (da Tijuca), aqui no Rio de Janeiro, vai Brasil afora, mundo afora com cartaz reclamando. Esses artistas tiveram seus projetos incentivados com a Lei Rouanet, que dá isenção de impostos a empresas que incentivam a cultura no Brasil”, afirmou.

Os dois também fizeram críticas a Temer. “Se Temer voltar atrás, farei meu primeiro discurso no plenário contra ele! Um governo frouxo não vai vencer a dura oposição que vamos enfrentar”, escreveu Fraga. “O Temer deu pra trás? É muito frouxo. Uma meia dúzia de petista faz um presidente voltar atrás? Inacreditável”, disse Cavalcante à Coluna.

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