Após Nuzman, COB vai prestar contas ao governo

Após Nuzman, COB vai prestar contas ao governo

Luiza Pollo

28 de outubro de 2017 | 05h30

Carlos Nuzman, ex-presidente do COB. Foto: Fabio Motta/Estadão

Após a prisão e a renúncia de Carlos Nuzman da presidência do Comitê Olímpico Brasileiro, a entidade aceitou assinar com o Ministério do Esporte um Termo de Ajustamento de Conduta para informar ao governo o que faz com os R$ 200 milhões que recebe por ano de dinheiro público. O COB vai alterar o regimento interno e será obrigado a detalhar aos órgãos de fiscalização quanto repassa às confederações de várias modalidades olímpicas, os salários dos diretores e os investimentos que faz no setor. O acordo deve ser assinado no dia 3.

O caso. O Ministério Público Federal acusa Nuzman de desviar dinheiro do COB, o que ele nega. O executivo foi solto pela 6.ª Turma do STJ 14 dias depois de ter sido preso pela Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato.

Com a palavra. O COB diz que topa a mudança no estatuto da entidade e criou comissão técnica para fazer as alterações junto com o Ministério do Esporte. A Advocacia-Geral da União acompanha o caso.

Viver…O diretor de inteligência competitiva e promoção turística da Embratur, Gilson Lira, deve ser demitido por ordem do Palácio do Planalto na segunda-feira.

…para vingar. É uma retaliação por seu padrinho político, o deputado Veneziano Vital do Rego (PMDB-PB), ter votado pela abertura de processo contra Temer na primeira e na segunda denúncia.

Veja bem. O presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, Milton Leite (DEM), telefonou para o ministro Antonio Imbassahy para justificar a decisão do seu filho de se abster na votação da segunda denúncia contra Michel Temer.

Conta outra. Antes da votação, Temer ligou para o demista pedindo o voto do deputado Alexandre Leite (DEM-SP).

Nada disso. Para o Planalto, explicou que o filho decidiu manter a coerência e repetir o que fez na 1.ª denúncia. Não haverá perdão da parte do governo. Em nota, o vereador negou que tenha conversado com Temer, com o prefeito João Doria ou com Imbassahy sobre o voto do filho.

Perdeu a mão. Conhecido por acertar o resultado das votações, o ministro Eliseu Padilha desta vez errou o placar. Nas suas planilhas, Temer teria entre 260 e 270 votos. Recebeu 251.

O chateado e… Retaliado pelo governo, que exonerou ontem o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Ranilson Campos, o deputado Cícero Almeida (Pode-AL) confrontou Temer.

…o rejeitado. “Quero ver se o presidente tem moral para botar para fora quatro ministros do PSDB, já que o partido teve 23 deputados contra ele. Eu sempre votei com o governo e, na denúncia, eu votei com 97% da população do meu Estado, que quer a saída dele”, reclama Cícero.

CLICK. Rossandro Klinjey deu palestra ontem no Ministério de Ciência e Tecnologia sobre o tema: “É possível conviver com colegas de trabalho sem querer matá-los?”

Recalculando. Vice-líder do governo, Beto Mansur faz um levantamento dos deputados que estavam licenciados, mas retornaram para votar na 2ª denúncia.

Flexível. Os dados mostram, diz ele, que há chances de aprovar a Previdência, uma vez que esses deputados-secretários de Estado não devem voltar para se manifestar na reforma.

SINAIS PARTICULARES. Beto Mansur, deputado federal (PRB-SP)

 

PRONTO, FALEI!

“O leilão coloca o Brasil de vez no mapa da indústria de óleo e gás mundial”, DO MINISTRO DE MINAS E ENERGIA, FERNANDO COELHO FILHO, sobre os dois leilões do pré-sal que arrecadaram R$ 6,15 bilhões.

 

COM NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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