Após janela partidária, Maia quer rever distribuição de cargos

Após janela partidária, Maia quer rever distribuição de cargos

Coluna do Estadão

26 Junho 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES. Rodrigo Maia, presidente da Câmara; por Kleber Sales

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta costurar um acordo para redistribuir o número de assessores na Casa e beneficiar partidos que cresceram com o troca-troca partidário. De acordo com o projeto, siglas que perderam deputados sofrerão redução de cargos. Essas vagas vão migrar para as agremiações que ganharam nomes. Se aprovada a redistribuição, a liderança do PP passa de 85 cargos para 116 e a do DEM, de 66 para 85. O PROS e o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, de 25 para 37 cada um, e o Podemos sobe de 37 para 55.

Quem perde. A votação da proposta enfrenta resistência, já que legendas que tiveram bancadas reduzidas veem seus cargos minguarem. O MDB, do presidente Michel Temer, por exemplo, cai de 116 para 85, ou seja, 31 a menos.

Basta quórum. Maia levou o tema para a reunião de líderes na semana passada, mas não conseguiu pautá-lo. Para a aprovação, é necessária apenas maioria simples dos presentes.

Apoiamento. A proposta, assinada pelos sete membros da Mesa Diretora da Câmara, não prevê a criação de cargos e aumento de despesa para a Casa.

Tá na mesa. Líderes de DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade conhecem, em almoço em Brasília hoje, os resultados da pesquisa qualitativa do Instituto GPP para medir o potencial dos pré-candidatos ao Planalto.

Cenários. Em uma das simulações, o apresentador José Datena (DEM) é colocado como vice em eventual chapa com Rodrigo Maia. Nesse cenário, eles ultrapassam o adversário Geraldo Alckmin (PSDB).

Sinais trocados. A deputados, o presidente Michel Temer tece elogios ao ex-ministro Henrique Meirelles e defende ser importante para o fortalecimento do MDB lançá-lo na disputa ao Planalto. Na quinta passada, Temer jantou com Aécio Neves e Rodrigo Maia para falar sobre a possibilidade de união do Centro.

Na riqueza e na pobreza. Ao conversar com Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, Temer quis saber da reeleição dele na Bahia. O deputado e Geddel são investigados pelo bunker de R$ 51 milhões.

Eu já sabia. A decisão da Segunda Turma do STF de absolver a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em uma ação penal da Lava Jato não surpreendeu Curitiba. Quem trabalha nas investigações concorda que o caso carecia de “prova de corroboração suficiente das declarações dos delatores”.

No escaninho.  Mas a aposta é de que a petista não escapa de outro processo em que é investigada: o chamado caso Consist. A prova documental seria mais robusta, segundo envolvidos nas investigações da Lava Jato em Curitiba.

CLICK. Na inauguração de uma arena no Ceará, o governador Camilo Santana (PT) passou a bola e Eunício Oliveira (MDB) fez o gol. Os dois vão se aliar para as eleições. No plano nacional seus partidos são adversários.

Em pauta. O STF analisa hoje o  habeas corpus do deputado estadual Fernando Capez para trancar a ação penal que sofre no TJ-SP no escândalo das merendas. Entre os julgadores, está Dias Toffoli, que há pouco tempo tinha como auxiliar Rodrigo Capez, irmão do político.

Com a palavra. A assessoria do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado informa que a delação dele resultou em quase uma dezena de procedimentos instaurados perante o STF e inquéritos policiais em Curitiba. O acordo foi firmado com a PGR.

PRONTO, FALEI!

“Não é o discurso que eles gostam de ouvir? Paciência. Tem tanta coisa que eu não gosto de ouvir e deixo para lá”, DO PRESIDENTE NACIONAL DO PDT, CARLOS LUPI, sobre o mercado não gostar das propostas de Ciro Gomes.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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