Após ataque, PF vai rever segurança de candidatos

Após ataque, PF vai rever segurança de candidatos

Coluna do Estadão

07 Setembro 2018 | 05h30

Foto: Fabio Motta/Estadão

Após o ataque a Jair Bolsonaro, a Polícia Federal vai rever os protocolos de segurança dos candidatos ao Planalto. A determinação é que quem não atender às determinações tenha a segurança suspensa. O governo diz que candidatos, entre eles o próprio Bolsonaro, foram alertados várias vezes pelos agentes da PF de que não podem se jogar nos braços dos eleitores. Eles acatam a ordem alguns dias, mas logo voltam a agir como antes. No evento em que Bolsonaro foi esfaqueado, 12 policiais federais e cerca de 45 policiais militares faziam a segurança.

Sonho. O ideal seria o candidato ficar a uma distância do eleitor, como ocorre na campanha americana, mas uma fonte no governo diz que isso é impossível no Brasil. Um experiente delegado resume: fazer a segurança de candidato e do papa é o que tem de mais complexo, todos querem tocar nas pessoas.

É mais que isso. Delegados compararam a atuação do autor do ataque a Jair Bolsonaro à de um lobo solitário, terrorista que age sozinho, no momento e no local que julgar conveniente. Isso para explicar que reforçar a segurança por si só não adianta nada.

Reforçado. Bolsonaro é o candidato que tem o maior número de agentes da PF na sua segurança. A definição leva em conta análise de risco. Cinco dos 13 presidenciáveis já solicitaram o apoio. Além dele, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Alvaro Dias.

Força total. A PF destaca equipes de alto nível para acompanhar os candidatos. É um esquema mais sofisticado do que o usado para fazer a segurança dos chefes de Estado que vieram ao Brasil na Olimpíada.

Mais um. Se for transferido para o Sírio-Libanês, Bolsonaro terá os cuidados do médico Roberto Kalil. Amigos em comum já haviam sugerido que o candidato procurasse Kalil para fazer exames de rotina, o que não ocorreu. Kalil é médico de Temer, Lula, Dilma…

A hora do chuchu. O ataque a Bolsonaro provocou uma mudança na estratégia da campanha do tucano Geraldo Alckmin. Saem os ataques e entra o discurso de que o Brasil precisa de um pacificador, alguém que não estimule o ódio.

Que dia! Um Hércules C-130 da Força Aérea com 45 pessoas a bordo teve uma “anormalidade nos instrumentos” e fez um pouso de emergência no início da noite de ontem. O avião, que saiu de BSB a caminho de Manaus, sobrevoou teve que pousar em Anápolis, cidade próxima à capital.

Não, querida. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tentou fazer o ato da troca de Lula por Haddad em Curitiba, seu reduto eleitoral, para capitalizar politicamente. O “golpe” foi percebido e vetado por seus colegas de PT. O ato será em SP.

CLICK. Mantenedoras de ensino superior vão debater com representantes dos presidenciáveis propostas para educação. O PT foi o único que não indicou nome.

Foto: Divulgação

OS VICES

SINAIS PARTICULARES: Eduardo Jorge (PV), vice de Marina Silva (Rede); por Kleber Sales

Paz e amor. Depois da pesquisa Ibope/Estadão mostrar Ciro Gomes com 12% das intenções de votos, um aliado disse que o foco é trabalhar para manter o crescimento consistente “sem nenhuma bolha explosiva” que venha a atrapalhar o desempenho.

Youtuber. O presidente Michel Temer gostou do resultado e da repercussão dos vídeos que gravou rebatendo ataques da campanha de Geraldo Alckmin. Pretende gravar novos, semana que vem, fazendo balanço do seu governo. Aliados telefonaram para elogiar.

PRONTO, FALEI!

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

“O atentado mostra que não se deve armar ninguém. É importante desarmar a população”, do coordenador da bancada de Minas Gerais na Câmara, deputado Fabio Ramalho (MDB-MG), sobre o presidenciável Jair Bolsonaro ter sido esfaqueado em MG.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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