Após acusação da PGR, Temer tem jantar descontraído

Após acusação da PGR, Temer tem jantar descontraído

Naira Trindade

05 Dezembro 2018 | 15h05

Foto: Dida Sampaio/Estadão

A poucos dias de passar a faixa presidencial a Jair Bolsonaro, Michel Temer e dois de seus ministros Eliseu Padilha e Carlos Marun se reuníram com deputados mais próximos na residência do aliado Heráclito Fortes (DEM-PI). O jantar, regado a vinho, contou com um clima descontraído, apesar de ter ocorrido um dia após a procuradora-geral da República, Raquel Dodge dizer  ao STF ter encontrado indícios de que Temer teria cometido corrupção passiva.

A Coluna revelou que a investigação envolvendo o presidente e os ministros Padilha e Moreira Franco concluiu que teriam recebido juntos R$ 2,5 milhões da Odebrecht em 2014, mas não identificou como usaram o dinheiro. Nesse sentido, a PGR informou ao Supremo não haver provas de que “além do crime de corrupção eles também praticaram crime eleitoral”. “Os valores podem ter sido destinados a cobrir despesas de campanha… ou guardados pelos investigados em suas residências, ou usados para comprar bens. As possibilidades são infinitas.”

Brian Alves Prado, advogado do presidente Temer, diz que se manifesta nos autos. Daniel Gerber, defensor de Padilha, classificou a acusação de “especulativa”. Já o advogado de Moreira, Antônio Pitombo, considera ser “prova do uso político e persecução” contra seu cliente. (Naira Trindade)