Apesar de supostos terroristas, ministro diz que criminalidade ainda é a maior preocupação na Olimpíada

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Coluna do Estadão

21 de julho de 2016 | 12h24

Apesar de 10 pessoas estarem presas por suspeita de planejar atos terroristas durante a Olimpíada, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, diz que “a maior preocupação ainda é a criminalidade” no Rio de Janeiro, sede dos Jogos. Além dos detidos, houve duas conduções coercitivas.

Segundo ele, o grupo desarticulado nesta quinta-feira pela Polícia Federal, que trocou juramentos com o Estado Islâmico, foi o “único” caso de terrorismo observado. Ele citou que a situação do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), preso em 2009 na França sob suspeita de terrorismo, também não causa preocupação à segurança na Olimpíada. O professor já foi deportado.

Moraes destaca, porém, que não “minimizou” atos terroristas ao ter afirmado, durante esta semana, que a criminalidade ainda é apreensão principal do governo. Ele explicou que o grupo detido era “amador”, mas que a Polícia Federal tomará atitudes frente a qualquer indício. “Não vamos esperar um milímetro sequer para agir”, disse.

A cúpula da PF acompanhou toda a coletiva do ministro, inclusive o diretor-geral, Leandro Daiello.

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