Antes de ser preso, Maluf se hospedou em hotel luxuoso de Fortaleza

Antes de ser preso, Maluf se hospedou em hotel luxuoso de Fortaleza

Ao pedir a suspensão da prisão ao STF, a defesa alegou que ele está “com limitação severa de mobilidade”

Rafael Moraes Moura e Andreza Matais

23 de dezembro de 2017 | 12h06

FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Banho de sol. Um mês antes de ser mandado à prisão pelo ministro Edson Fachin, do Supremo, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) se hospedou no hotel Gran Marquise, em frente à praia de Meireles, em Fortaleza. Ele passou dois dias no hotel no início de novembro.

Cinco estrelas. Entre os ilustres hóspedes que já ficaram no Gran Marquise estão o ex-presidente americano Bill Clinton e a cantora colombiana Shakira. O preço médio dos quartos varia de R$ 544 (quarto superior) a R$ 12.155 (suíte presidencial).

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Pedido. Ao pedir a suspensão da prisão à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, a defesa de Maluf sustentou que o deputado tem “avançadíssima idade” e estado de saúde frágil, passando por tratamento para cuidar de hérnia de disco em estágio grave, “com limitação severa de mobilidade”.

Com a palavra. O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, que defende Maluf, disse que seu cliente “esta no cárcere e obviamente não tem acesso a telefone. Se tivesse eu não perguntaria a ele pois considero desimportante frente a gravidade do momento dele”.

Após a publicação da nota, Kakai procurou a Coluna para informar que Maluf viajou para fazer um tratamento de coluna “com o médico Nishimura, que mora em Portugal e tem parentes em Fortaleza e veio especialmente para fazer este tratamento no deputado”.

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